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Everton Sabú
Fundador

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O que é custo? Entenda aqui e saiba como definir os custos da empresa

Na atual situação econômica em que o país se encontra, as preocupações com os custos crescem a cada dia. Saber como controlá-los é fundamental para o sucesso da sua empresa. Entretanto, por mais que a ânsia por reduzir os custos seja grande, você precisa, primeiramente, saber para onde olhar. Afinal, você realmente sabe o que é custo?

Nas próximas linhas deste artigo, vamos explicar o conceito de custo dentro de uma empresa. Além disso, abordaremos também a importância de saber identificá-lo, o conceito de custo fixo e variável e também como calculá-los. Se você tem alguma insegurança sobre algum desses assuntos, respire fundo, pois chegou a hora de esclarecer todas as suas dúvidas. Pronto? Vamos lá!

O conceito de custo

O Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) foi constituído no ano de 1971. Ele é decorrente da junção de dois institutos de contadores que se uniram em busca de maior representatividade da profissão no país. Até a criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), o Ibracon era o responsável por emitir as Normas e Procedimentos Contábeis (NPCs).

De acordo com o item 8 da NPC 2 do Ibracon, custo é “a soma dos gastos incorridos e necessários para a aquisição, conversão e outros procedimentos necessários para trazer os estoques à sua condição e localização atuais (…) de modo a colocá-los em condições de serem vendidos, transformados, utilizados na elaboração de produtos ou na prestação de serviços que façam parte do objeto social da entidade, ou realizados de qualquer outra forma.”

Traduzindo isso para o bom e claro português, custo é, simplesmente, todo e qualquer valor gasto para produzir o produto ou a prestação de serviço que é fornecido pela empresa. São exemplos de custos: matéria-prima, mão de obra, depreciação de máquina e equipamentos, energia elétrica, manutenção e outros.

Os custos fixos e os custos variáveis

Existem duas formas de definir os custos: custos fixos e custos variáveis. Os custos fixos são caracterizados pela constância ao longo do tempo. Como o próprio nome diz, são custos fixos, o que significa que se mantêm constantes independentemente do volume da produção ou de vendas. São considerados como custos fixos: serviços de segurança, planos de telefonia, aluguel, manutenção de equipamentos, etc.

Já os custos variáveis costumam acompanhar a demanda do produto na empresa. Ou seja, sofrem alterações ao longo do tempo à medida que o volume de produção ou de vendas oscila.

Por exemplo, a demanda de matéria prima. Se o número de vendas do seu negócio aumentar, é natural que você gaste mais comprando mais matéria-prima para acompanhar o ritmo da produção. Da mesma forma ocorre se o volume de vendas cair. Quanto menos você vender, menos matéria-prima vai comprar. Daí o nome custo variável.

Além da matéria-prima, outros custos podem ser variáveis, tais como: pagamento de horas extras, comissões de vendas, energia elétrica e água (os dois últimos podem ser caracterizados como custo fixo, dependendo da natureza do seu negócio).

É importante esclarecer que a divisão entre custo fixo e variável pode ser diferente de empresa para empresa, dependendo do ramo de atividade e dos produtos oferecidos. É fundamental conhecer bem a estrutura do seu negócio para identificar quais são os gastos que oscilam e quais são aqueles que permanecem constantes para, assim, identificar os custos fixos e os variáveis.

A metodologia de cálculo

Para calcular os custos fixos e variáveis, basta somar os valores de cada um e, para o custo da produção, basta somar os dois resultados. Já para saber o método de custeio do seu produto, existem duas metodologias conhecidas: o custeio por absorção e o custeio variável.

O custeio por absorção ou integral consiste na apropriação de todos os custos, sendo eles fixos ou variáveis, derivados do uso dos recursos da empresa na produção dos produtos ou serviços. Nessa forma de custeio, todos os gastos relativos à fabricação dos produtos são distribuídos entre todos os produtos feitos.

 

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Na metodologia de custo variável, o valor final do produto ou serviço será representado pela soma de todos os custos variáveis divididos pelo número de produtos finais produzidos ou serviços gerados na fabricação. O custo fixo, nesse caso, é considerado diretamente no resultado do exercício.

Convém ressaltar que, no Brasil, o único método apto a ser utilizado é o custeio por absorção. Ele segue os Princípios Fundamentais da Contabilidade e, por isso, é a metodologia aceita pela legislação comercial e pela legislação fiscal.

Pelo fato de o método de custeio variável não estar de acordo com os principais princípios contábeis no Brasil e também com a legislação do Imposto de Renda, ele não é aceito nas demonstrações contábeis. Apesar disso, é bastante utilizado pois fornece informações essenciais para a tomada de decisão nas empresas.

A diferença entre custo e despesa

Apesar de o senso comum julgá-los como sinônimos, custo e despesa têm significados diferentes quando se trata de assuntos contábeis. Como já dito no texto, custo é todo e qualquer valor gasto para produzir o produto ou a prestação de serviço que é fornecido pela empresa. As despesas, diferentemente dos custos, são todo e qualquer tipo de gasto relativo à administração e à manutenção da empresa.

Marketing, financeiro, materiais de escritório, área comercial, setor de vendas — são todos categorizados como despesa. As despesas são de caráter geral. Não há vinculação com o produto produzido, e os custos são diretamente relacionados e atribuídos ao produto final da companhia.

A importância em saber identificar os custos

É de extrema importância saber identificar e diferenciar os custos dentro de uma empresa, já que essa definição é essencial para o processo de precificação do produto final de acordo com as metodologias de custeio.

Outro motivo pelo qual você deveria se preocupar com a identificação dos custos é a saúde financeira da companhia. Os custos bem definidos facilitam os processos estratégicos para reduzir os gastos e evitar problemas financeiros graves.

Os desafios de ser um empresário não podem ser um obstáculo para você conquistar sua independência financeira.Saber o que é custo, quais são suas categorias e como calculá-los é apenas uma etapas desse processo e, para quem tem perfil empreendedor, isso não será um problema.

Este artigo esclareceu suas dúvidas? Deixe um comentário e conte para a gente o que você achou!

Como calcular o ROI de uma franquia? Descubra!

Mesmo sendo um modelo de negócio interessante e uma boa forma de investimento, as franquias ainda geram muitas dúvidas em investidores e empresários. Entre elas, temos uma que tira até mesmo o sono de quem sonha em investir nesse sistema: o cálculo de retorno do investimento.

Conhecido como ROI, esse tipo de medida é um bom fator para saber se a franquia vale ou não a pena. Para te ajudar a entender melhor, separamos o que você precisa saber para calcular o ROI de uma franquia. Confira!

O que é ROI?

ROI é a sigla para Return over Investiment ou em bom português, retorno sobre investimento. Esse indicador aponta quanto em recursos financeiros a empresa está ganhando ou perdendo nos investimentos realizados.

A partir desse cálculo, é possível mensurar mais do que a viabilidade do investimento, mas também como aprimorar aqueles que já estão trazendo bons resultados.

​No caso de franquias, ele é calculado a partir dos custos de uma operação dividida pelo lucro líquido mensal. Quando não se sabe o valor do ganho líquido, pode-se usar uma projeção.

Existe uma estimativa para ROI?

Sim, ela gira em torno de 1 ano e meio a 3 anos. Mas esse prazo depende do valor da franquia: quanto mais cara for, maior será o tempo para que o investimento seja recuperado.

É importante ressaltar que esses valores são somente uma estimativa, já que existem diversos aspectos que podem determinar o prazo, como por exemplo o tipo de empresa, a localização, etc.

Quais são as variáveis para calcular o ROI?

Existem algumas variáveis determinantes para o cálculo do ROI. Para auxiliá-lo, listamos abaixo as principais. Entenda:

  • tarifa de compra da franquia;
  • reformas e adaptações do ponto de venda;
  • móveis;
  • maquinários;
  • capital de giro;
  • valores do estoque inicial;
  • salários dos funcionários;
  • documentações e permissões para oficializar a operação;
  • tributos;
  • ações de publicidade e marketing;
  • viagens.

É importante esclarecer que vender muito não é sinônimo de um retorno melhor ou mais ágil. É preciso, ainda, analisar o lucro líquido — tanto o obtido quanto o calculado —, os custos e as vendas.

Como o ROI não é sinônimo de dinheiro em caixa, a empresa pode até ter um cofre positivo, contudo, isso não significa que é o valor do retorno do investimento inicial.

 

 

Como calcular o tempo de retorno de investimento?

Bem, para efetuar o cálculo, primeiramente, você soma todo o investimento inicial, e subtrai desse montante o que a empresa lucrou. Para elucidar melhor, separamos o que é cada componente. Confira!

Investimento Inicial

Aqui estão todos os gastos do empreendimento antes de iniciar suas vendas. Geralmente estão incluídos a taxa de franquia (valor para ter o direito de usar o nome e modelo de negócio da empresa), capital de giro (quantia separada para emergências), alugueis, aquisição do ponto comercial, reforma, estoque inicial e equipamentos.

Receita

Todo o dinheiro que entra no negócio fica nesse tópico. Como antes de funcionar o empreendedor não sabe qual será esse valor, ele pode fazer uma projeção usando os números que já tem do estabelecimento.

Despesa

Neste ponto, estão todos os valores que são gastos em certo período de tempo. Geralmente, se coloca esse número na planilha a cada mês. Já que a maioria dos custos tem um valor mensal, nesse tópico, ficam os custos com luz, aluguel, funcionários, materiais, impostos, fornecedores e royalties.

Lucro

O resultado da receita menos as despesas é o lucro. Para calcular o retorno, é necessário colocar o investimento inicial também. Veja um exemplo:

  • Investimento = R$200.000
  • Prognóstico mensal de receitas = R$ 30.000
  • Prognóstico mensal de despesas = R$ 20.000
  • Ganho médio mensal = R$ 10.000

Para saber o tempo médio de retorno do investimento é preciso dividir o investimento pelo lucro médio. No caso acima (200/10 = 20), o prazo ROI ficaria em torno de 1 ano e 8 meses.

É possível reduzir o prazo de retorno do investimento?

Sim, há certos fatores que ajudam a acelerar o tempo de retorno. Separamos alguns que podem ajudar a melhorar o retorno de investimento:

Localização

Essa é uma questão bastante relevante para o sucesso da empresa. Por essa razão, é importante que sejam feitos estudos para determinar o melhor endereço para a franquia e que seja de fácil acesso aos clientes.

Porém, apesar de ser um item a se considerar, é preciso explicar que, geralmente, o ponto comercial fica fora do investimento inicial. Como o seu valor tende a ser alto, as franquias costumam não considerar esse elemento, já que para elas, ele é um desembolso e não um investimento. Além disso, é comum que o ponto perca a valorização com o tempo, o que dificulta a padronização.

Atendimento

Para que a empresa entregue um excelente serviço e seja bem-vista pelos clientes, o atendimento é fundamental. Ele deve estar em harmonia com a cultura do negócio e, assim, oferecer aos clientes um trabalho impecável.

Planejamento

Mesmo que o dono da franquia dê várias informações importantes sobre a empresa, ainda assim ela será responsabilidade do franqueado. E, nesse contexto, o planejamento daquele ponto é sua obrigação.

Portanto, é importante tomar algumas condutas para não prejudicar o investimento e garantir um ROI mais rápido, como, por exemplo, criar um plano de negócios que não fuja da cultura da empresa.

Quais são os benefícios de se investir em uma franquia?

A franquia é uma ótima chance para o empreendedor aprender. Afinal, ela oferece suporte e treinamento, assim como traz a oportunidade de melhorar suas noções de marketing. Outro ponto importante é que, com as franquias, não há necessidade de correr atrás de clientes, uma vez que ela já possui fregueses estabelecidos.

Salientamos que, antes de fechar o negócio com uma, verifique o número do ROI, pois ele pode auxiliar a entender se o empreendimento terá um bom rendimento.

Esperamos que esse post tenha mostrado o quanto calcular o ROI é importante para a sua franquia. Gostou desse conteúdo? Quer saber mais sobre o mundo dos negócios? Então, dê uma olhada em nosso artigo sobre 3 alternativas para aplicar o seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço!

Como conciliar trabalho e família? Confira nossas 5 dicas

Você já teve a sensação de que o tempo passou rápido demais? Na nossa rotina atual, esse não é um sentimento incomum. Com tantas responsabilidades, muitas vezes é difícil conciliar trabalho e família.

Essa é uma questão geradora de angústia para muitas pessoas, que não conseguem fazer com que o sucesso profissional e familiar andem juntos. Se esse é o seu caso, saiba que é possível aumentar essa harmonia, seja você o funcionário de uma empresa ou mesmo dono do seu próprio negócio.

Quer saber como fazer isso? Veja as nossas dicas!

1. Organize sua rotina

O primeiro passo para ter um dia a dia mais tranquilo e sentir que sua semana rendeu, é organizá-la. Para se dividir entre trabalho e família, o planejamento é fundamental. Procure ter uma boa gestão do tempo quando estiver na empresa. Planeje suas ações e concentre-se em cumprir as metas durante o horário comercial, para evitar horas extras.

Em casa, também é possível se organizar para garantir melhor aproveitamento das horas. Analise a rotina da família e veja o que pode ser mudado, para que vocês passem menos tempo resolvendo problemas e possam relaxar mais juntos.

2. Saiba a hora de parar de trabalhar

No mercado de trabalho atual, esse pode ser um desafio para muitos profissionais. Com a competitividade em alta e as metas cada vez maiores, a tendência é que o brasileiro trabalhe sempre mais. Entretanto, saber a hora de parar é fundamental para quem quer ter sucesso também nas outras áreas da vida.

A palavra-chave sempre será o equilíbrio! Trabalhar demais pode trazer malefícios para a sua saúde, sua vida social e, claro, sua relação familiar. Descansar, cuidar de si mesmo e se divertir com as pessoas que amamos são aspectos fundamentais na vida de todos nós.

Sabemos que muitas vezes a empresa precisa de maior dedicação e pode ser necessário fazer hora extra, mas os limites precisam ser respeitados. Não se sobrecarregue e não exija compreensão excessiva dos seus familiares. Se a carga no trabalho estiver prejudicando sua saúde e suas relações, é hora de rever suas escolhas.

3. Utilize as vantagens da tecnologia

É possível se fazer presente em casa mesmo no horário de trabalho, basta aceitar a ajuda da tecnologia. Se você não puder almoçar com a sua família, aproveite esse horário para fazer ligações. Telefonar para sua esposa, filhos ou pais por alguns minutos por dia pode fazer muita diferença na qualidade da relação de vocês.

Durante outros intervalos do trabalho você também pode entrar em contato com seus familiares. Mandar uma mensagem ou fazer uma ligação rápida não vai atrapalhar seu rendimento na empresa.

A tecnologia não é útil apenas para facilitar a comunicação. Também existem opções para ajudar o seu dia a ser mais organizado e render mais. Os aplicativos de agenda, por exemplo, permitem que você programe os compromissos e receba alerta para se lembrar de tudo que foi combinado.

Além disso, há aplicativos que podem dar ideias de programas divertidos para fazer em família. Dessa forma, vocês perdem menos tempo decidindo o que fazer e conseguem aumentar os momentos de lazer juntos.

Para quem trabalha de forma autônoma ou tem a própria empresa, a tecnologia também serve para reduzir seu tempo no trabalho. Reuniões com clientes e pedidos a fornecedores podem ser resolvidos via internet ou telefone, evitando deslocamentos e aumentando o seu tempo em casa.

 

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4. Valorize sua família

Não será possível conciliar trabalho e família enquanto o primeiro for prioridade absoluta, em detrimento do segundo. É preciso ter clareza de que a relação familiar é importante e que deve ser tratada com tanta seriedade quanto o trabalho. Do contrário, você sempre dedicará mais tempo à empresa e possivelmente desmarcará muitos compromissos familiares.

Lembre-se de que isso não é saudável. Para ser um bom profissional, você também precisa estar bem consigo mesmo e com quem você ama. Por isso, quando estiver com a sua família, procure se desligar totalmente do trabalho. O tempo de lazer e felicidade são positivos até mesmo para a empresa, pois aumentam sua disposição e produtividade.

Quem gere o próprio negócio provavelmente vai sentir mais dificuldade em distanciar-se do trabalho, por isso a organização da rotina foi nossa primeira dica. Você precisa coordenar a sua rotina de forma que os encontros com a família estejam planejados e ela seja prioridade absoluta nessas oportunidades. Se você só consegue separar poucas horas por dia, ou apenas o fim de semana, é importante que nessa hora as obrigações profissionais sejam postas de lado.

Preze por fazer refeições juntos e conversar toda noite, compartilhando o que aconteceu no dia de cada um e fortificando os laços afetivos. Nas folgas e fins de semana, façam programas que todos gostem. Esses são dias para se divertirem juntos. Fazer passeios e viagens é muito interessante, mas também é possível ter bons momentos em casa, sem gastar muito.

5. Delegue tarefas

Para fazer com que trabalho e família andem juntos, é preciso mais tempo, certo? Como o dia não pode ter mais do que 24 horas, você precisa otimizar a sua agenda. Uma dica é passar a delegar mais — e isso pode ser feito tanto na empresa quanto em casa!

No trabalho, é preciso reconhecer que há colegas com quem você pode contar. Observe se a sua carga horária é excessiva e analise quais atividades podem ser realizadas por outras pessoas ou, pelo menos, com a ajuda delas.

Em casa, vale a mesma ideia. Sua família é a sua equipe e vocês podem se ajudar. Para aproveitar melhor o tempo, divida as tarefas domésticas entre todos. Se a limpeza da casa requer muito de vocês, há a opção de contratar uma diarista. Delegue também o planejamento das atividades que vocês farão no fim de semana. Assim, quando chegar o dia, já está tudo organizado e vocês podem curtir.

Garantir momentos de qualidade na empresa e em casa não é impossível, mas requer organização e compromisso. Para conciliar trabalho e família, siga as nossas dicas! Você consegue ser um bom profissional e, ao mesmo tempo, investir no relacionamento com as pessoas que você ama.

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O que são franquias? Seu guia completo!

Atualmente, um novo modelo de negócios tem despertado a atenção dos empreendedores, especialmente aqueles que não contam com recursos financeiros próprios e desejam investir menos ao mesmo tempo em que contam com o apoio de marcas consagradas e experientes.

Neste guia, mostraremos tudo sobre o sistema de franquias: o que são franquias, o seu funcionamento, como abrir esse modelo de negócio, os tipos existentes e algumas boas opções para você escolher. Acompanhe tudo isso nos tópicos que seguem!

1. O que são franquias?

Para saber o que são franquias, considere o significado da palavra. Franquia é uma palavra que significa privilégio, isenção. Tanto é assim que se costuma usar o verbo “franquear” no sentido de “permitir”, “dar passagem”, “favorecer”.

No universo dos negócios, franquia é o nome dado a um sistema de comércio, o franchising. Trata-se de uma espécie de filial da empresa principal, de uma representante da marca que atua em outro lugar.

Podemos definir franquia também como uma estratégia de uma empresa matriz para distribuir e comercializar produtos e serviços em lugares diferentes por meio de representantes físicos (outras empresas). O nome “franquia” é usado tanto para se referir ao modelo de negócio como à pessoa jurídica que integra uma rede de franquias, ou seja, a unidade franqueada.

Lei nº 8.955/94 define franquia empresarial como:

o sistema pelo qual um franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços. Eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem que, no entanto, fique caracterizado vínculo empregatício”.

2. Franquia ou negócio próprio: qual o meu perfil?

Antes de optar pela franquia, o empreendedor deve ter certeza de que é isso mesmo que ele deseja. Afinal de contas, muitos empreendedores preferem abrir um negócio próprio. O perfil do empreendedor é fundamental para essa decisão. Convém comparar a franquia com um negócio próprio e visualizar as vantagens e desvantagens de cada um conforme seu próprio perfil.

Se você prefere mais autonomia em seu empreendimento, o mais recomendável é abrir um negócio próprio. Assim, você terá mais liberdade e terá total responsabilidade pelas decisões relativas sobre os tipos de produtos que serão vendidos, onde eles serão comercializados, a que preço, quem será o público-alvo e a forma de vender.

Ou seja, para abrir um negócio próprio, você terá que ter a ideia inicial e mais importante, deverá criar sua própria marca, deverá desenvolver ações de marketing para lançar o produto no mercado, deverá definir o perfil do cliente, escolher o ponto e os canais onde os produtos serão vendidos. Deverá também estar a par da legislação sobre o assunto, bem como compreender o mercado onde atua, as possibilidades e as limitações que ele oferece.

Outro aspecto a considerar é o seu conhecimento sobre o negócio que vai abrir e sua capacidade administrativa para controlar as finanças e tudo o mais que estiver relacionado à sua empresa.

Se você tem um perfil mais conservador e não está disposto a correr grandes riscos e lidar com a incerteza na construção de uma marca que pode ou não fazer sucesso, a franquia é uma boa opção. Você poderá contar com o know-how de uma marca já famosa ou de uma marca que está em fase de expansão.

Uma das características de uma franquia é que ela representa um modelo de negócio que já foi testado no mercado e já apresenta resultados mais consistentes. Ou seja, o empreendedor tende a correr menos riscos em relação ao investimento em um negócio próprio. Não se trata de risco zero, mas certamente é um modelo de negócio com riscos menores, mais moderados e, em alguns casos, previsíveis.

Contudo, para participar de uma franquia, é preciso renunciar a uma autonomia integral e respeitar um padrão predefinido pela marca franqueadora. As regras dessa empresa deverão ser seguidas e, ao mesmo tempo, ela oferecerá suporte profissional e qualificado para que o empreendedor abra seu negócio, selecione o melhor ponto de venda e de inauguração, bem como oferecerá treinamento ao empreendedor e sua equipe de trabalho.

3. Como funciona uma franquia?

Sabendo o que são franquias, você precisa compreender agora como funciona esse sistema de negócio. Veja alguns conceitos fundamentais para entender o funcionamento de uma franquia:

Franqueador

A empresa que disponibiliza a franquia, ou seja, ela possui os direitos sobre uma marca determinada, formata o modelo de negócio e cede o direito de utilização da marca a terceiros, acompanhado do conhecimento necessário para a abertura, desenvolvimento e divulgação do negócio (por tudo isso, o franqueador é remunerado pelos terceiros beneficiados).

Franqueado

Pessoa física ou jurídica que opta pelo sistema de franchising desenvolvido pelo franqueador, pagando pela concessão desse direito.

Royalty

É o valor que o franqueado paga ao franqueador periodicamente (geralmente, o royalty corresponde a uma porcentagem incidente sobre o faturamento bruto).

Taxa de franquia

Também chamada de taxa inicial ou franchise fee, é um valor único definido pelo franqueador que permite ao franqueado adotar o sistema, sendo pago na assinatura do pré-contrato ou do contrato de franquia (essa taxa também remunera a empresa franqueadora pelos serviços que já foram oferecidos ao franqueado e alguns franqueadores cobram um percentual da franchise fee todas as vezes em que o contrato é renovado).

Fundo de promoção (fundo de propaganda)

Trata-se do valor que é pago pelo franqueado e estabelecimentos próprios dos franqueadores para custear as campanhas de marketing que divulgam a marca (na maioria das vezes, o próprio franqueador administra o fundo, mas sempre coloca o franqueado a par de como o dinheiro foi gasto).

Conselho de franqueados

Grupo formado pelo franqueador e pelos franqueados com caráter consultivo e destinado especialmente à administração do fundo de propaganda.

Circular de oferta de franquia

Trata-se do documento que, conforme determina a lei, precisa ser entregue pelo franqueador ao candidato à proposta de franquia no período que antecede em até 10 dias a assinatura do pré-contrato, contrato ou pagamento de qualquer quantia.

A circular de oferta de franquia deve ser redigida com clareza e entregue por escrito. Nesse documento, devem constar todas as informações sobre a franquia, a rede de franqueados e todas as condições que o franqueado deverá seguir antes e após o contrato ser assinado.

Caso o franqueado resolva desistir do negócio, isso é permitido, ou seja, ele não precisa renovar o contrato. Mas, caso decida desistir antes do final do contrato, precisará pagar uma multa por rescisão. O ponto físico pode ser passado adiante, considerando que seja um patrimônio do franqueado.

Da mesma maneira, o franqueador pode desistir do negócio, considerando que a franquia não está dando os resultados almejados ou por não ter mais interesse no ponto.

4. Quais são as vantagens de ser um franqueado?

Ser franqueado apresenta algumas vantagens, como correr menores riscos, o que não aconteceria se tivesse que iniciar seu negócio do zero. Tendo isso em vista, o franqueado está respaldado por uma marca conhecida do público, com um status garantido e também tem todo o conhecimento da empresa franqueadora à sua disposição.

O franqueador também se favorece do negócio, pois poderá ampliar sua rede por estados, cidades e/ou bairros diferentes, conseguindo sócios que investem algum capital para abrir suas unidades de franquia.

Como o franqueado recebe conhecimento especializado do franqueador, pode se engajar no negócio com mais segurança e confiança, efetivando uma gestão mais eficaz. Esses aspectos contribuem para resultados mais satisfatórios que os conquistados em um negócio próprio. O franqueado trabalhará sempre buscando como objetivos principais a maior lucratividade e a maior rentabilidade — o ROI (retorno sobre o investimento) poderá ser mais rápido do que se pensa.

Em relação aos aspectos jurídicos, o sistema de franquias já tem maturidade suficiente na economia, contando com uma legislação que define de forma explícita as responsabilidades de ambas as partes e a não vincularidade trabalhista e fiscal entre franqueador e franqueado.

Juridicamente estabelecida, a franquia oferece a possibilidade de controlar padrões e procedimentos operacionais, identidade visual e outros detalhes que proporcionam experiências mais efetivas ao consumidor.

Com o conhecimento compartilhado, os franqueados têm a oportunidade de difundir práticas que se mostrem eficientes e lucrativas, aumentando o potencial da rede e gerando vantagens competitivas para eles.

Na verdade, é um sistema de negócio baseado no trabalho conjunto e, trabalhando em parceria, tudo se torna mais fácil, inclusive a expansão da rede (novos espaços poderão ser ocupados com mais rapidez, possibilitando fazer frente à concorrência, especialmente as empresas que não adotam sistemas de franquias). A expansão da marca acontece, portanto, com mais agilidade, mas também com mais economia.

Cada franqueado deve lembrar que o sucesso de cada unidade ajuda a marca a se fortalecer ainda mais e gera maiores possibilidades para cada um deles. Veja o resumo das vantagens específicas para o franqueado:

  • o negócio já começa contando com a credibilidade de uma marca (que pode ser muito consagrada entre os consumidores);
  • o apoio do franqueador;
  • a existência de um plano de negócio: geralmente, empreendedores com menos recursos financeiros e patrimoniais não têm tempo e habilidades suficientes para fazer a previsão de fatos político-sociais e econômicos que podem interferir no negócio. Por outro lado, com o suporte do franqueador, os riscos diminuem, principalmente os financeiros;
  • uma maior garantia de mercado: o franqueado usufrui da vantagem competitiva oferecida pelo franqueador, o qual já testou e vendeu seus produtos em larga escala, além de ter planejado a expansão e deter o conhecimento mais aprofundado de seu público-alvo (o franqueador dispõe de informações importantes sobre o processo de produção e venda, bem como conhece melhor as estratégias das marcas concorrentes);
  • o planejamento otimizado dos custos de instalação: ao oferecer projetos de arquitetura e as plantas de engenharia das edificações, o franqueador calcula e divide os custos com o franqueado (da mesma forma na hora de executar a fiscalização da obra e definir equipamentos e máquinas);
  • uma economia de escala: os gastos com marketing são rateados entre todos os franqueados, reduzindo a necessidade de investimentos mais elevados e permitindo otimizar a qualidade do trabalho publicitário. O franqueado também pode comprar com desconto na rede de compras e adquirir maquinário a preços mais acessíveis devido à quantidade;
  • a possibilidade de pesquisa e de desenvolvimento a baixos custos: os gastos com pesquisas e desenvolvimento de produtos novos e/ou com os aprimoramentos daqueles que já existem são responsabilidade do franqueador (a empresa matriz é quem testa os produtos nas unidades antes de lançá-los);
  • mais independência jurídica e financeira: apesar de o franqueado ter que se submeter às condições definidas pelo franqueador, ele terá sua própria razão social, configurando assim uma pessoa jurídica distinta (nesse caso, as operações financeiras dessa empresa serão de responsabilidade única e exclusiva dela).

 

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5. Como abrir uma franquia?

Veremos agora como abrir uma franquia com segurança e com tudo legalizado. Primeiramente, é importante fazer o cadastro, preenchendo uma ficha específica (geralmente, é possível fazer isso pela internet).

Por meio dessa ficha, o franqueador poderá analisar o perfil do franqueado. Quanto mais perguntas forem respondidas e quanto mais questões forem esclarecidas é melhor para ambas as partes (o franqueado não corre o risco, por exemplo, de entrar em um negócio ao qual não se ajusta).

Caso a empresa franqueadora aprove a ficha, ela convocará o candidato para uma reunião. Nesse encontro, o candidato receberá a COF (circular de oferta de franquia), que registra todas as informações relevantes sobre a franquia, contendo ainda a minuta do contrato.

A COF contém:

  • os valores que deverão ser pagos, como a taxa de franquia, os royalties e os custos com propaganda;
  • o tipo de suporte ofertado e como é o treinamento;
  • a existência ou não de pendências judiciais;
  • se o franqueado tem a obrigação de comprar apenas dos fornecedores indicados pela rede;
  • os nomes, os endereços e os telefones dos franqueados e ex-franqueados do último ano;

Nesse encontro, é importante que o franqueado pergunte ao franqueador:

  • se ele dispõe de um manual para tirar dúvidas;o período de duração do treinamento e o assunto que é tratado nele;
  • se o negócio é afetado pela sazonalidade e o que deve ser feito nesses períodos de movimento escasso;
  • a quantidade de franquias que ele pretende vender ao longo do ano;
  • de que forma a empresa pretende crescer respeitando a sustentabilidade;
  • qual é a estrutura de fornecimento dos produtos e o suporte dado.

Como já é sabido, na circular de oferta de franquia estão registrados os contatos da rede. O candidato deve aproveitar para fazer uma visita a essas unidades e conhecer os franqueados. Comporte-se como se fosse um cliente e fique atento ao atendimento prestado e à opinião dos consumidores.

A legislação oferece um prazo mínimo de 10 dias para que o candidato considere a circular de oferta de franquia. Antes de terminar esse prazo, o candidato não deve pagar nada ao franqueador.

O candidato deve conversar com os outros franqueados (no mínimo, três deles) para ter informações mais precisas das operações de rotina e do relacionamento que o franqueador mantém com eles. Nesse sentido, ele pode perguntar qual o valor efetivo do capital de giro necessário, se o suporte dado pelo franqueador é satisfatório, se os fornecedores são bons e entregam no prazo, qual é o faturamento do ponto e outros detalhes importantes.

É fundamental ler cuidadosamente a minuta do contrato a fim de saber se a relação com o franqueador será realmente positiva. Na maior parte das vezes, as cláusulas seguem um padrão e não existe muita margem para alterações.

Mesmo assim, talvez seja possível combinar alguns aspectos do contrato, como um desconto sobre a taxa inicial ou sobre o valor dos royalties. Também poderá amenizar as multas por invasão territorial. A taxa de franquia é paga no momento em que o contrato ou pré-contrato é assinado.

Depois de assinar o documento de adesão, o franqueado recebe um cronograma explicando o que precisará ser feito. Nesse cronograma, estarão registrados, por exemplo, os prazos para abrir a empresa, reformar o ponto se for necessário, contratar os funcionários e implantar o sistema. Esse processo consome aproximadamente entre 90 a 120 dias.

O franqueado precisa ficar ciente de qual será sua responsabilidade com a marca, como será realizado o fornecimento dos produtos, de que modo pode ser feita a rescisão de contrato e outros aspectos relevantes.

A escolha do ponto comercial também é outro aspecto de fundamental importância para abrir uma franquia. Provavelmente, será necessário realizar algumas adaptações no imóvel para que ele corresponda aos objetivos do negócio. O ponto pode ser tanto próprio como alugado. Caso o franqueado já disponha de um imóvel para estabelecer sua unidade franqueada, melhor ainda, pois significa que ele terá menos custos.

O ponto precisa estar localizado, preferencialmente, em uma região com boa movimentação de pessoas e veículos. Em alguns casos, o franqueador ajuda o franqueado a escolher o melhor ponto. Vale ressaltar que é necessário informar-se na prefeitura se a região escolhida permite a abertura de ponto comercial (caso contrário, não será possível conseguir o alvará de funcionamento).

Se o imóvel for alugado, é recomendado fazer um contrato de locação de, no mínimo, 5 anos, considerando que a maior parte dos contratos de franquia se estende por esse prazo.

Antes da inauguração, o franqueado e sua equipe de funcionários terão que passar pelo treinamento, de modo que seja possível conduzir o negócio de acordo com as regras e o manual de operações do franqueador.

Por fim, o dia da inauguração é especial. A partir dela, o franqueado deve engajar-se ao máximo com seu negócio a fim de que ele ofereça boa rentabilidade e mantenha-se muito tempo no mercado. E lembre-se de procurar orientações e suporte do franqueador sempre que for necessário.

6. Tipos de franquia

Além de saber o que são franquias, é importante conhecer os diferentes tipos que existem.

A franquia individual

O primeiro tipo é a franquia individual, em que não há a possibilidade de divisão de espaço com outras franquias. Nesse caso, o franqueado é exclusivo de uma determinada marca franqueadora. O ponto para estabelecer o negócio é definido a partir de critérios que consideram o potencial do ponto para recebê-lo.

A franquia unitária

A franquia unitária é outro tipo de franquia e caracteriza-se por ser situada em um lugar preestabelecido. Nela, franqueado goza de livre poder de atuação exclusiva. Inclusive, é possível desenvolver outras franquias unitárias, desde que existam recursos financeiros e desempenho suficiente que justifiquem e permitam essa ação.

A franquia shop in shop

A franquia shop in shop é aquela na qual um estabelecimento comercial pretende dividir espaço com uma franquia de segmento diferente. Nesse caso, o franqueado não precisa encontrar um ponto, pois ele já existe. A finalidade desse tipo de franquia é permitir a alavancagem de um negócio que já existe, possibilitando ao empreendedor gozar de outra fonte de renda.

A franquia master

A franquia master representa a possibilidade de terceirizar ou implementar outros pontos de franquia em uma determinada zona. Nesse caso, o franqueado tem direito a um percentual dos royalties e da taxa de franquia. O franqueador recebe pela operação da franquia e pelas comissões de todas as outras da região.

A franquia mista

A franquia mista é o tipo que comercializa tanto produtos como serviços. O franqueador é um fornecedor enquanto o franqueado distribui os produtos e os serviços.

A franquia de distribuição

Na franquia de distribuição, os royalties não são cobrados, nem é cobrada a taxa inicial da franquia. Assim, o franqueado remunera o franqueador vendendo seus produtos/serviços.

7. Veja algumas opções de franquias

Agora, vamos listar algumas opções de franquias. Esta seleção foi adotada pelo Portal do Franchising, considerando as seguintes categorias em ordem alfabética:

  • acessórios pessoais e calçados;
  • alimentação;
  • bares, restaurantes e pizzarias;
  • bebidas, cafés, doces e salgados;
  • beleza, saúde e produtos naturais;
  • comunicação, informática e eletrônicos;
  • construção e imobiliárias;
  • cosméticos e perfumaria;
  • educação e treinamento;
  • escolas de idiomas;
  • fotografia, gráficas e sinalização;
  • hotelaria e turismo;
  • limpeza e conservação;
  • livrarias e papelarias;
  • móveis, decoração e presentes;
  • negócios, serviços e conveniência;
  • serviços automotivos;
  • vestuário.

Apesar de não constar nesta lista, existem franquias de óticas e joalherias, bem como de farmácias.

Depois de compreender o que são franquias, as suas vantagens e as suas limitações, cabe a você decidir se prefere optar por esse sistema ou prefere abrir um negócio próprio. Cabe também a você decidir que tipo de franquia acha mais vantajoso e em que segmento prefere atuar.

As franquias são boas alternativas para o empreendedor que está começando e tem pouco capital de giro disponível, bem como para aquele que deseja mudar de carreira. Mas é fundamental estudar bem antes de escolher qual opção será melhor. Pesquise franqueadores diversos, fale com franqueados, analise seu próprio perfil e só então decida!

O que achou do post? Sente-se mais esclarecido sobre o assunto? Deseja adquirir uma franquia? Qual o ramo que mais atrai seu interesse? Deixe sua opinião ou dúvida no espaço abaixo!

 

Qual o melhor momento para o empreendedor tirar férias?

O sonho de ter seu próprio negócio se realizou e sua rotina agora é tomada por grandes decisões e muito trabalho, certo? Sabemos que se dedicar a uma empresa que é sua faz todo esforço valer a pena, mas é preciso também conhecer os limites e saber a hora de parar um pouco.

Muitos empreendedores não se permitem tirar uns dias de folga para relaxar longe do trabalho. Algo que era um direito quando estavam no regime CLT, vira um privilégio, às vezes carregado de sentimento de culpa.

Mas não precisa ser assim. É muito importante o empreendedor tirar férias, para a saúde dele e da empresa. A sobrecarga de trabalho pode ser exaustiva e acarretar na diminuição da produtividade. Uns dias de descanso deixarão você relaxado e motivado para o trabalho.

Está convencido da importância, mas não sabe como fazer para ficar uns dias longe da empresa? Veja nossas dicas práticas e programe sua folga!

Quando sair de férias?

Essa certamente é uma grande dúvida que surge na hora do empreendedor tirar férias. Se a empresa depende de você, como estabelecer a melhor data de saída? Isso é possível, basta conhecer seu negócio.

Todo empreendimento tem períodos de maior e menor demanda. Alguns são bem claros e não deixam dúvidas. Quem administra um hotel, por exemplo, não pode pensar em viajar de férias na alta estação ou tirar dias de folga nos feriados. Para quem tem uma livraria, a época de volta às aulas exige sua presença diária, já em uma sorveteria, o movimento será bem maior durante o verão.

Se a sua empresa não está em nenhum desses exemplos e você não analisou ainda a sazonalidade dela, faça isso. Observe a movimentação financeira e veja em que épocas o movimento é menor. Esse é o período ideal para você se programar melhor e conseguir tirar uns dias de férias. Afinal, as demandas diminuem e fica mais fácil delegar suas tarefas para os funcionários.

Quanto tempo elas devem durar?

Quem trabalha com carteira assinada costuma tirar trinta dias de férias seguidos, sem preocupações. Para um empreendedor, essa tarefa é praticamente impossível. O ideal, para que você consiga de fato relaxar sabendo que sua empresa está bem, é fatiar suas férias em períodos menores.

Antes de decidir por quantos dias você sairá, é preciso pensar na maturidade do seu negócio. Se a empresa tem menos de três anos, ela provavelmente ainda depende muito da sua presença, assim, tirar uma semana de folga por vez pode ser a melhor opção. Em empresas mais consolidadas, que já caminham com uma independência maior, o proprietário consegue estar distante por até quinze dias seguidos.

Além disso, o tempo das suas férias depende também do seu nível de exaustão. Se o trabalho está exigindo muito e você não tem se sentido bem, poucos dias podem não ser suficientes para recarregar suas energias.

O que deve ser feito antes do empreendedor tirar férias?

Para quem tem o próprio negócio, aproveitar uns dias de folga é um trabalho e tanto. Antes de ir curtir seu descanso, muitas coisas precisam ser organizadas para que a empresa, e você, estejam bem nesse período.

Organização da rotina

Seu empreendimento precisa continuar funcionando enquanto você estiver fora, por isso, cada atividade que você exerce deve ser planejada antes das férias começarem. Se existir um sócio ou um gerente, sua função pode ser temporariamente absorvida por ele.

Caso você administre sozinho, é possível organizar as tarefas entre os funcionários. Prefira delegar ações importantes para os mais experientes e confiáveis da equipe. Verifique a necessidade de treinar alguém para alguma tarefa mais específica e certifique-se de que ela foi compreendida.

Comunicação com clientes e fornecedores

O bom relacionamento com os clientes e com outras empresas é fundamental para o seu negócio. Assim, fazer um comunicado sobre suas férias é interessante para que tudo corra bem durante esse período.

Entre em contato com os fornecedores e já deixe os dias de folga combinados, identificando o funcionário que irá substituir você. Além disso, avise aos clientes — pode ser diretamente, ou por mensagens afixadas na loja ou enviadas por e-mail.

Planejamento financeiro

Essa é outra questão fundamental antes que você tire seus dias de folga. Lembre-se que você está saindo de férias como pessoa física, e não jurídica. Logo, os custos não devem ser repassados para a empresa.

Você precisa se planejar para esse período com o que recebe no pró-labore e na divisão de lucros. Tirar dinheiro do caixa para viajar ou fazer passeios pessoais não é uma maneira interessante de gerir seu negócio. As finanças devem ser bem separadas, para que o seu período de férias não cause dificuldades administrativas.

É possível relaxar nas férias?

Com tantos detalhes para resolver antes do empreendedor tirar férias, você pode estar se perguntando se vai mesmo conseguir relaxar. Sim, é possível descansar o corpo e a mente e voltar para o trabalho mais tranquilo.

Os benefícios da folga não são apenas para o seu bem-estar e saúde, mas também para o funcionamento da empresa. Depois de alguns dias longe, você vai voltar mais motivado e com novas ideias. Além disso, o período de férias pode ser usado também para estudar, fazer cursos e participar de eventos, como feiras de negócios.

Claro, isso sem deixar de lado a necessidade de descanso. Mudar o foco do trabalho é essencial para você se sentir relaxado e feliz. Fazer uma viagem em família é uma ótima ideia para aproveitar as férias. Nesses momentos, evite preocupações com a empresa e não fique buscando trabalho no celular ou computador. Seus familiares certamente sentem falta de passar mais tempo com você desde que abriu a empresa, portanto, aproveite os dias de folga com eles.

Ao tirar suas primeiras férias na empresa, é normal ficar ansioso e inseguro. Com o tempo, você se organiza melhor e sente mais confiança na equipe. Além disso, os benefícios do descanso vão te convencer de que é fundamental o empreendedor tirar férias. Aproveite as suas!

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Trabalho, carreira e profissão: qual a diferença?

Você sabe a diferença entre trabalho, carreira e profissão? Apesar de, geralmente, utilizarmos os três como sinônimos, cada um tem o seu próprio significado. Duas pessoas, por exemplo, podem ter a mesma profissão e seguir carreiras bem distintas.

Ficou confuso? Neste post, explicaremos o conceito de cada um dos termos e ainda daremos dicas para ajudar no planejamento do seu futuro profissional. Continue lendo!

O que é trabalho?

Uma atividade ou conjunto de atividades exercidas por uma pessoa ou um coletivo em prol de um objetivo. Essa é a definição de trabalho. Em uma empresa, por exemplo, é o esforço realizado pelos funcionários de uma organização para desenvolver o negócio. É por meio do trabalho que os indivíduos conseguem se realizar profissionalmente e constroem sua carreira.

Também, é importante diferenciar o conceito de trabalho da definição de emprego, que é uma parte mais burocrática na relação entre o empregado e o empregador. Nele, é celebrado um contrato que determina uma compensação monetária pelas atividades realizadas pelo funcionário. Ou seja, em um emprego, você recebe pelo seu trabalho.

Qual é a definição de profissão?

Quando falamos de profissão, estamos nos referindo ao tipo de trabalho que você decidiu fazer. Para isso, é preciso duas coisas principais: estudo e prática. Ao escolher uma profissão, geralmente, a pessoa determina uma área de atividade em que passará um bom tempo trabalhando e se especializando.

Ter uma profissão permite que você conquiste espaço no mercado de trabalho e tenha uma ocupação que gere renda para suprir suas necessidades. Normalmente, para exercer uma profissão, é necessário adquirir conhecimentos específicos a partir — principalmente — de cursos técnicos ou superiores, assim como vivência naquele campo. Advogado, médico, administrador e professor são alguns exemplos de profissões.

O que é carreira?

Já a carreira é o caminho que você decidiu trilhar em sua vida profissional. Isso envolve suas metas e também os desejos para o futuro. Aqui, é importante frisar que, a partir de uma profissão, é possível seguir diferentes carreiras.

Alguém que fez um curso superior de Administração, por exemplo, pode escolher trabalhar na gestão de uma organização internacional ou seguir a área acadêmica e se tornar professor universitário. Além dessas possibilidades, pode ainda voltar seus conhecimentos para abertura de uma empresa, por exemplo.

A carreira que você vai seguir dependerá do estilo de vida e do tipo de atuação que você deseja ter. Não é obrigatório desenvolver uma trajetória na sua área de formação inicial, é possível, inclusive, mudar de carreira e fazer um novo plano mesmo depois dos 30 anos.

Para direcionar sua carreira, pense no que você pretende conquistar a longo prazo. Reflita quais são suas motivações e o que lhe traria um sentido de crescimento e realização. A partir dos seus interesses e habilidades, você conseguirá definir um plano para sua carreira e manter o foco nas suas metas profissionais.

 

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Dicas para fazer um planejamento de carreira

De maneira simples, o planejamento de carreira é um conjunto de objetivos estipulados a partir de uma análise das oportunidades, que incluem refletir sobre o que já foi conquistado até o momento e o que ainda pode ser alcançado.

Para isso, é importante fazer uma reflexão profunda sobre si mesmo e estabelecer metas bem definidas que servirão como um guia para o seu crescimento profissional. Assim, você aumenta as chances de sucesso no campo em que deseja atuar. Confira abaixo 5 sugestões para fazer um plano de carreira eficiente!

1. Conheça seu perfil

Não dá para criar um planejamento sem se conhecer. Invista em autoconhecimento e descubra quais são os seus pontos fortes e fracos. Entenda quais são os seus desejos e perceba quem você é e quem você gostaria de ser daqui a alguns anos. Reflita sobre o seu perfil profissional.

Quais são as suas características? Você tem um perfil empreendedor? Gosta da liderança ou prefere ficar nos bastidores da equipe? Quais são suas principais competências e aptidões? A compreensão de quem você é e o que deseja é fundamental para criar o seu plano de carreira.

2. Defina objetivos

O que você espera do seu futuro profissional? Essa pergunta vai servir de base para começar a planejar sua trajetória no mercado de trabalho. Se você já conhece suas características e sabe onde quer chegar, é hora de determinar seus objetivos.

No entanto, para evitar insatisfação, estabeleça metas realistas e bem definidas. Pense, também, de que forma você pode alcançar os seus objetivos e não esqueça de fazer uma revisão periódica desses propósitos. Às vezes, surgem oportunidades que não imaginávamos e pode ser que daqui a um tempo eles não façam mais sentido. Ainda assim, esses objetivos servem como um guia e lhe ajudarão a continuar focado no que você deseja.

3. Estabeleça prazos

Não basta definir objetivos, você também precisa estipular prazos para conquistá-los. Então, estabeleça datas para a realização de cada meta do seu planejamento. Considere o tempo necessário para alcançá-los e reflita sobre o que você precisará para completar cada etapa.

Para começar, veja quais objetivos só dependem de você e foque suas ações neles. As metas que dependem de outras pessoas podem ser mais difíceis de se tornar realidade, mas não desanime!

4. Adquira habilidades

Agora que você já sabe o que quer, o passo a seguir é descobrir o que é preciso para chegar lá. Quais são as competências necessárias? Existe alguma habilidade que você precisa melhorar? Tem alguma capacidade que ainda precisa adquirir? Falta conhecimento em gestão ou em comunicação? Não sabe alguma ferramenta específica?

Identifique o que precisa aprender e desenvolva as habilidades que são importantes para alcançar o seu sonho. Assim, você estará mais perto de fazer o seu planejamento se tornar realidade.

5. Tenha paciência

Em todo percurso existem obstáculos a serem transpassados. Por isso, mantenha a calma se as coisas não saírem como o esperado. Foque em uma meta de cada vez e não deixe de comemorar suas conquistas. Lembre, também, que fracassos são comuns na carreira de qualquer profissional.

Assim, esteja pronto para os desafios que vão surgir e continue focado no seu plano. Não tenha medo de recomeçar e continuar tentando. Com persistência e um bom planejamento de carreira, é possível atingir os seus objetivos.

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