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Everton Sabú
Fundador

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Qual a importância do marketing para o sucesso do negócio próprio?

Ciência ou arte? Na verdade, ambos os conceitos definem bem o que o marketing representa na nossa sociedade.

Ciência, pois ele lida com números, métricas e estudos comportamentais. Arte, pois é preciso criatividade e trabalhar uma verdadeira construção abstrata para que as ações encantem o público. O fato é que a importância do marketing é inegável a qualquer setor.

Se você tem um empreendimento ou está pensando em ter o próprio negócio, não pode deixar de ler esse artigo. A seguir, apresentaremos o conceito e os objetivos do marketing, além dos benefícios em adotá-lo e como elaborar ações para franquias. Confira!

O que é marketing e quais os seus principais objetivos?

Segundo um dos maiores gurus do marketing do século XX, Phillip Kotler, o marketing pode ser definido como “a ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com lucro. Marketing identifica necessidades e desejos não realizados. Ele define, mede e quantifica o tamanho do mercado identificado e o potencial de lucro”.

Ou seja, o marketing é muito mais que vender produtos ou serviços, como muitos acreditam. Na verdade, ele é um processo social do qual tanto empresas quanto consumidores participam. Enquanto o indivíduo tem as suas necessidades, a empresa tem por responsabilidade criar produtos e serviços para atender a esses anseios e estabelecer ações para atrair o público até eles.

E quais os objetivos do marketing enquanto processo social? Podemos destacar alguns cruciais que são:

  • mapear o mercado e as suas necessidades;
  • definir o público-alvo da empresa;
  • definir os concorrentes da marca;
  • vender mais produtos ou serviços;
  • fidelizar consumidores para que eles voltem a comprar da empresa;
  • aumentar a popularidade das marcas, fortalecendo a sua imagem no mercado;
  • estabelecer um relacionamento com o público consumidor, a fim de conhecê-lo melhor e favorecendo o processo de negociação;
  • educar o mercado sobre o consumo e as melhores opções de compra;
  • trabalhar o engajamento dos colaboradores, aumentando assim, a produtividade e a qualidade de sua atuação.

Quais os benefícios de adotar técnicas de marketing?

Como foi possível perceber, o trabalho desenvolvido pelo marketing é crucial para qualquer empreendimento, principalmente, pelos objetivos aos quais ele se propõe. Confira, a seguir, os benefícios de adotar técnicas dessa área!

Aumento das vendas

Com a ajuda do marketing, os setores de vendas conseguem entender melhor quais as demandas dos consumidores e antecipar tendências que ditarão as compras no futuro. Consequentemente, a organização consegue estabelecer estratégias que ajudam a fisgar o cliente, mostrando a eles os benefícios e o porquê de eles precisarem de determinado produto ou serviço em suas vidas.

Fortalecimento da marca

O marketing também é o grande responsável por criar estratégias que unam as características intangíveis e tangíveis a fim de estabelecer a marca.

Por exemplo, fica a cargo do setor criar campanhas e ações que ajudem o público a conhecer o posicionamento da marca, mas também a fortalecer sua imagem no mercado, fazendo com que o consumidor a considere na hora de realizar as suas aquisições.

Fidelização do consumidor

Kotler resume bem o que significa a retenção do consumidor: é “a chave para se gerar um grande nível de fidelidade é entregar um alto valor para o cliente”. Para que isso aconteça, o marketing trabalha na premissa básica de que o valor total é definido pelo conjunto de benefícios que os consumidores esperam do produto ou serviço.

Nesse caso, a importância do marketing está pautada nas ferramentas empregadas no estudo do perfil dos clientes e entendimento sobre o que de fato é reconhecido como valor para eles. A partir disso são definidas estratégias que atendem aos interesses desse consumidor — que vão desde a definição do preço até a experiência na aquisição do produto ou serviço.

Ganho de autoridade e melhor posicionamento no mercado

Marcas que constantemente investem em ações de marketing, principalmente nos meios digitais, conseguem mostrar mais autoridade no mercado. Isso acontece, por exemplo, quando ela produz conteúdos de qualidade e busca educar o consumidor sobre os produtos e serviços oferecidos por ela.

Empresas que empregam esforços nos canais digitais também têm mais chances de se posicionarem melhor no mercado, mesmo diante de grandes organizações. Isso porque ela desperta a confiança dos consumidores, devido ao trabalho desenvolvido.

Como elaborar ações de marketing para franquias?

As franquias são um dos tipos de empreendimentos que mais crescem no país, principalmente, devido ao seu modelo de negócio de sucesso que é replicado pelos franqueados. No entanto, antes de estabelecer ações de marketing, é preciso ver a liberdade de ação dada do franqueador ao franqueado.

Isso porque muitas franquias têm planos de marketing que podem ser seguidos pelos franqueados, o que facilita muito o trabalho, pois já recebem ações de marketing prontas e com valores acessíveis, visto que boa parte das campanhas é financiada pela matriz.

O primeiro passo, então, deve ser consultar o manual de marketing da franquia para saber todas as especificações quanto ao estabelecimento de estratégias. Feito isso, é possível começar algumas ações, como a criação de um blog que será alimentado com conteúdo relacionado ao negócio. Outra estratégia digital é a criação de páginas nas redes sociais, como Facebook e Instagram.

O marketing tradicional também merece atenção. Para fortalecê-lo procure apoiar ou patrocinar eventos na localidade onde a sua franquia atua. Outra dica é criar estratégias promocionais em datas comemorativas, contando com o apoio do franqueador.

Aliás, foque nessa questão do marketing local. Afinal, são as pessoas que estão próximas ao negócio que poderão fazer com que ele cresça e se desenvolva — além de serem as primeiras atingidas pelas estratégias, ajudando no futuro em pesquisas para o estabelecimento de outras ações.

O segredo do sucesso de uma empresa pode ser definido em uma palavra: marketing. Como vimos no texto, a importância do marketing para um negócio é bem grande, afinal, é o setor que move todas as ações dos demais e ajuda a empresa a crescer e se desenvolver de fato.

Aliás, falando na importância do marketing, uma das bases dele, além do produto, preço e promoção, é a praça. Sim, escolher bem o local onde será instalada a franquia é fundamental. Quer saber mais sobre o assunto? Leia o nosso guia sobre como escolher e negociar o ponto comercial da sua franquia! Até mais!

Abra o seu próprio negócio

Quais são os aspectos legais que deverão ser considerados na franquia?

Você procurou um negócio para abrir e optou por uma franquia. Escolheu essa alternativa por ser mais segura e ter o suporte da marca, o que traz mais confiança para todo o processo. No entanto, uma dúvida ainda ronda sua mente: “quais aspectos legais devo considerar?”.

Esse questionamento é bastante válido. Afinal, sua empresa será uma pessoa jurídica independente, com suas obrigações e direitos. E mesmo contando com o apoio da franqueadora, é fundamental correr atrás da informação e se atualizar. Assim, suas chances de sucesso serão ainda maiores.

Para ajudar nessa empreitada, criamos este post. Aqui, você verá os principais critérios da legislação que devem ser conhecidos. Por isso, serão abordados os seguintes tópicos:

  • abertura do negócio;
  • atuação;
  • legislação;
  • diferença entre marca e franchising;
  • Circular de Oferta de Franquia (COF);
  • cuidados básicos.

Então, que tal se preparar para iniciar seu empreendimento com o pé direito? Confira, a seguir, cada um dos itens citados.

Abertura do negócio

Investir em uma franquia é uma decisão segura e que tem mais chances de dar certo. Segundo dados divulgados pelo Estadão, o franchising tem a menor taxa de mortalidade entre os diferentes tipos de empreendimento: seu percentual no fim do primeiro ano é de apenas 3%, enquanto no varejo é de 26% e, para pequenos negócios, chega a 23%.

A diferença gritante é reforçada pelos dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) relativos a 2017. O crescimento no faturamento foi de 8%, se comparado a 2016. Em números absolutos, a receita alcançou R$ 163,319 bilhões.

Essas informações evidenciam a capacidade de sucesso de sua empresa. Mas, para isso, é preciso atentar à legislação da área. A Lei de Franquias rege os documentos relativos a esse segmento, que se constituem em 4 itens básicos: COF, pré-contrato, contrato entre marca e unidade franqueada e de locação ou sublocação.

Os 3 primeiros documentos apresentam todas as informações que regulamentarão a relação franqueador e franqueado e permitirão entender em detalhes como ela funciona. Contudo, antes de chegar a essa etapa, é preciso passar por outros estágios.

O primeiro deles é escolher o segmento de atuação e a marca com a qual você firmará a parceria. Depois de ser aprovado nas entrevistas com o franqueador, é preciso analisar a COF para, então, assinar o contrato e efetivamente abrir o negócio.

A partir disso, é necessário preparar toda a documentação exigida. Recomenda-se contar com o auxílio de um advogado e/ou contador nesse momento, porque será preciso emitir o CNPJ e obter a liberação da Prefeitura e da Junta Comercial (ou do Cartório de Registro de Pessoa Jurídica). Geralmente, os documentos solicitados são:

  • contrato social, que determina o interesse das partes e o objetivo empresarial, além de descrever o aspecto societário e como as cotas são integralizadas;
  • documentos pessoais do empreendedor e/ou dos sócios;
  • requerimento ou estatuto de Empresário Individual, quando for o caso;
  • requerimento padrão, também chamado de capa da Junta Comercial;
  • Ficha de Cadastro Nacional (FCN) modelos 1 e 2;
  • pagamento das taxas pelo Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF).

Esses arquivos permitirão que o empreendedor tenha acesso ao Número de Identificação de Registro de Empresa (NIRE). Somente depois disso será possível emitir o CNPJ e, posteriormente, fazer a inscrição e o registro na Secretaria de Estado da Fazenda. Para isso, é necessário apresentar:

  • Documentos Único e Complementar de Cadastro (DUC e DCC);
  • comprovante de endereço dos sócios;
  • cópia autenticada que comprove direito de uso do imóvel;
  • cadastro fiscal do contador;
  • comprovante de contribuinte do Imposto sobre Serviços (ISS), quando a atividade for a prestação de serviços;
  • certidão simplificada da Junta Comercial, para empreendimentos constituídos há 3 meses ou mais;
  • cópia do ato constitutivo;
  • CNPJ;
  • alvará de funcionamento;
  • documentos pessoais dos sócios.

Ainda podem ser necessários os alvarás de funcionamento, do Corpo de Bombeiros e sanitário, assim como o cadastro na Previdência Social. Nesse ínterim, vale a pena conhecer as vantagens e os desafios de abrir uma franquia. Entre os benefícios estão:

  • know-how adquirido;
  • plano de negócios estruturado;
  • suporte e consultoria;
  • investimento em uma empresa testada e reconhecida pelo mercado.

Por sua vez, os principais obstáculos são:

Como é possível perceber, os pontos positivos são muito mais significativos — e os dados já citados comprovam essa afirmação. No entanto, ainda assim é preciso adotar uma postura de empreendedor. Tenha em mente que sua empresa será independente, ou seja, sua gestão será separada da marca à qual estiver filiada.

Por isso, vale a pena estudar sobre administração, conhecer as leis que regem o setor (como você já está fazendo!) e até acessar um guia completo para escolher e negociar o ponto comercial da sua franquia. Lembre-se: quanto mais informação você tiver, maiores serão suas possibilidades de se destacar.

Além disso, compreender esses aspectos melhora o seu relacionamento com a marca e demonstra seu comprometimento com o projeto. Porém, essas são apenas as primeiras observações a serem feitas antes de abrir seu negócio. Há muito mais a analisar.

Atuação

Em relação a esse quesito, é preciso conhecer os modelos de franquia e descobrir qual é o ideal para seu perfil profissional. Pode ser uma franquia:

  • unitária, que comercializa produtos e serviços de uma marca;
  • master, utilizada por companhias que desejam se internacionalizar ou expandir os negócios;
  • de conversão, na qual uma empresa já existente é adaptada a uma franquia;
  • de desenvolvimento de área, que é parecida com a master, mas o franqueado faz a gestão de modo direto e tem o dever de fazer as unidades progredir;
  • shop in shop, que prevê a agregação de outra marca dentro do mesmo espaço para ampliar o negócio;
  • micro, cujo modelo é mais indicado para pessoas com pouco capital para investir, já que o investimento e os gastos são reduzidos;
  • combinada, que reúne diferentes marcas em um espaço e pode ter o formato shop in shop quando há um ambiente exclusivo para um franqueado.

Com exceção dos modelos master e de desenvolvimento de área, todos os outros se encaixam no formato franqueado. Ou seja, o empreendedor abre sua unidade e tem direito de usar a marca e o sistema fornecido por ela.

Os outros dois padrões têm os mesmos direitos, mas podem explorar certa região para ajudar o sistema de franchising da marca a crescer. Por isso, eles vendem subfranquias nesse território, com as mesmas regras e diretrizes estabelecidas pela franquia.

Em qualquer um dos casos é preciso passar por uma análise de perfil. Primeiramente, você deverá preencher um formulário com diferentes dados. Se passar por essa triagem, serão marcadas uma ou mais entrevistas que ajudarão a determinar se a parceria pode ser firmada e se ela tem chances de ser exitosa.

Quanto ao local de atuação, vale a pena especificar que o contrato indicará o espaço geográfico de abrangência da unidade. Esse território deve ser obrigatoriamente respeitado. Caso o franqueado queira ampliar seu alcance, precisará obter autorização da franqueadora.

Lembre-se ainda de que aspectos legais relativos à localização da unidade dependem também da Prefeitura. Por isso, é fundamental fazer uma análise de viabilidade para verificar se no lugar que você escolheu é possível atuar no segmento pretendido.

Vale a pena reforçar que, como unidade e marca são independentes, esses critérios a serem avaliados com a Prefeitura, a Junta Comercial e a Secretaria de Estado da Fazenda são de responsabilidade do empreendedor. Porém, ele pode contar com a ajuda de um contador e/ou advogado.

Legislação

Os elementos que estruturam o sistema de franchising são:

  • produção e/ou distribuição de produtos e prestação de serviços;
  • colaboração recíproca;
  • preço;
  • cessão de patente ou de direito de uso da marca;
  • independência na relação entre franqueador e franqueado;
  • métodos e assistências técnico-administrativas permanentes;
  • território;
  • exclusividade;
  • semiexclusividade de produtos e de sua comercialização.

Todos esses itens interagem entre si e demonstram o relacionamento necessário entre marca e unidade. Ambas as partes devem atuar em conjunto e empregar esforços para cumprir suas obrigações.

Dentro desse contexto, é responsabilidade da franqueadora oferecer:

  • marca reconhecida e com boa reputação, com experimentação no franchising já comprovada por uma unidade-piloto;
  • negócio estruturado;
  • padronização técnica, com manuais operacionais;
  • sistema de recrutamento e seleção para os candidatos a franqueados;
  • estrutura para difundir o know-how, ou seja, treinamento;
  • documentação específica, especialmente a COP e o contrato de franquia;
  • serviços de supervisão e orientação contínuos;
  • ordenação para planejamento e desenvolvimento de produtos;
  • ajuda técnica na escolha do ponto comercial;
  • centralização das compras;
  • marketing cooperativado.

Por sua vez, o franqueado deve fornecer:

  • capacidade financeira para investir conforme o que for determinado na COF e no contrato;
  • desejo de crescer financeira e profissionalmente;
  • perfil para acatar as regras da marca e seguir o que for determinado;
  • espírito de equipe;
  • liderança e habilidades de gestão;
  • objetivos de vida alinhados ao desenvolvimento da unidade.

A legislação vigente é a Lei de Franquias, além dos dispositivos gerais e das cláusulas contratuais. O contrato deve cumprir as diretrizes do Direito Civil, apesar de não haver uma orientação mais clara. A ideia é que esses princípios sirvam para elaboração, avaliação e interpretação do documento.

Em alguns casos, ainda existe o pré-contrato, que é entregue quando o negócio está em vias de ser concretizado, mas ainda inexiste qualquer decisão definitiva. No entanto, esse documento geralmente é substituído pela COF. Quando um ou esses dois arquivos são aceitos, o contrato propriamente dito é entregue. Com sua assinatura, a relação entre marca e franqueado é legalizada e efetivada.

Nesse contexto, o contrato estabelece a relação jurídica entre franqueado e franqueadora, sendo que é cedido ao primeiro o direito de uso da marca ou a patente para distribuição de produtos e serviços.

Entre os direitos do franqueador estão:

  • recebimento dos royalties;
  • exigência de padronização da atividade;
  • determinação de metas a serem cumpridas, com possibilidade de rescisão contratual se forem frequentemente ignoradas;
  • análise do franqueador para identificar se ele tem os requisitos necessários para gerenciar a unidade;
  • escolha do ponto comercial.

Cabe ao franqueado cumprir todas essas exigências, que devem estar obrigatoriamente descritas no contrato e na COF. Se esses documentos estiverem em desacordo, o proprietário da unidade comercial poderá rescindir o contrato e até acionar a marca na justiça.

Os aspectos que devem constar nas cláusulas do contrato estarão especificados em seguida, no tópico sobre a COF.

Diferença entre marca e franchising

Esse é outro aspecto legal relevante que exige do franqueado o conhecimento do que significa cada um desses conceitos. Dessa forma, é possível saber qual deles é mais condizente com o perfil da empresa que você pretende abrir.

Confira o que caracteriza cada uma das possibilidades.

Licença de uso da marca

A denominação desse aspecto já indica a que ele se refere, isto é, trata-se do direito que o dono da marca cede ao empreendedor de ser um representante e comercializar seus produtos ou serviços. Essa relação comercial é um pouco diferenciada e oferece mais liberdade de venda e gestão da unidade.

As principais características da licença de uso da marca são:

  • repasse do direito de uso de uma marca em determinada região;
  • representação, fornecimento e comercialização de produtos ou prestação de serviços;
  • liberdade limitada nos processos de venda;
  • inexistência de modelos de gestão;
  • assistência continuada e restrita.

Em outras palavras, o empreendedor pode usar e comercializar os produtos ou serviços, mas a transferência de know-how é inexistente. Com isso, há uma flexibilização maior dos padrões operacionais e métodos administrativos.

Franchising

Nesse caso, o franqueado tem o direito de usar a marca, mas também recebe o know-how, formações, experiência e assistência ou suporte técnicos sempre que necessário. Por isso, a relação é mais fechada e abrange mais exigências legais, como vimos ao longo deste post.

As principais características do franchising são:

  • oferta do direito de uso de uma marca em determinada região;
  • representação, fornecimento e comercialização de produtos ou prestação de serviços;
  • padronização dos processos de trabalho;
  • transmissão do modelo administrativo para o negócio;
  • suporte continuado em todas as áreas da empresa, como comercial, administração, marketing e mais.

Assim, fica evidente que o sistema de franchising fornece mais direitos, mas também acarreta mais obrigações. O empreendedor que optar por esse modelo precisa ter em mente que deverá seguir o que estiver determinado nas cláusulas contratuais, que também estarão delimitadas na COF.

Circular de Oferta de Franquia (COF)

A Circular de Oferta de Franquia é um documento altamente relevante, tanto quanto o contrato. Ela especifica todas as principais informações que devem ser analisadas pelo franqueado antes de fechar negócio. Por isso, deve ser entregue 10 dias antes da formalização da parceria sem exigência de pagamento antecipado de qualquer taxa ou valor.

O ideal é que um advogado leia esse documento e indique ao franqueado se existe algum ponto de atenção ou dúvida que precisa ser sanada. O propósito da COF é descrever objetivamente como é o sistema de franchising da marca e como o negócio do franqueado deve funcionar.

De acordo com a Lei de Franquias, é obrigatório constar na COF, entre outros aspectos legais:

  • histórico resumido, nome completo, forma societária e razão social da marca e de outras empresas com as quais esteja relacionada;
  • demonstrações financeiras e balanços da franqueadora dos dois últimos exercícios;
  • pendências judiciais da marca, seus titulares, empresas controladoras, direitos autorais e patentes;
  • descrição detalhada do negócio, da franquia e das atividades desempenhadas;
  • perfil esperado do franqueado, com especificação de nível de escolaridade, experiência e características obrigatórias e/ou preferenciais;
  • critérios para o envolvimento do franqueado na operação e gestão da unidade;
  • descrição de investimento inicial necessário, caução e taxas de filiação, bem como custos e valores para instalações, estoque e equipamentos;
  • detalhamento de pagamentos periódicos — de royalties, seguro, aluguéis, entre outros — a serem feitos pelo franqueado ao franqueador ou a terceiros indicados;
  • relação completa de franqueados, subfranqueados, subfranqueadores e daqueles que já se desligaram da rede nos 12 meses anteriores;
  • modelo de contrato que deverá ser assinado.

Assim, a COF traz todos os critérios imprescindíveis para fechar negócio. Essas cláusulas também precisam estar no contrato, não ipsis litteris, mas os documentos devem ser condizentes. Caso contrário, o recomendado é ignorar a parceria.

Perceba que a COF e o contrato são os documentos principais que regem a relação entre franqueador e franqueado. No entanto, também é necessário ter outros cuidados básicos para evitar imprevistos.

Cuidados básicos

A abertura de uma unidade franqueada é o sonho de muitas pessoas — provavelmente, o seu também. Porém, antes de começar essa empreitada, é preciso conhecer as vantagens e desvantagens de empreender e ser dono do próprio negócio.

A parte positiva é ter flexibilidade, poder escolher a própria equipe e alcançar a realização pessoal e financeira. Por outro lado, também existe a burocracia, a atenção às finanças e a necessidade de investimento inicial.

Neste artigo, estamos apresentando a questão burocrática para a qual é preciso atentar. No entanto, ainda há outros critérios a serem analisados. Veja quais são eles a seguir.

Experimentação comprovada

O franqueador precisa fazer um teste com uma unidade-piloto antes de colocar seu sistema de franchising em funcionamento. Esse processo inclui a definição de questões legais, além de comprovação de eficácia e impacto social.

Porém, saiba que existem franquias novas no mercado que tendem a ser mais baratas que as já reconhecidas. O risco, nesse caso, é muito grande, porque a inexperiência em lidar com o franchising e os franqueados pode colocar o negócio a perder.

Por isso, o ideal é observar minuciosamente há quanto tempo a marca está no mercado, há quanto tempo o sistema de franquias existe e se há unidades próprias que representem o teste-piloto e garantam a operação exitosa.

Tenha em mente que, quanto mais estabelecimentos a franqueadora tiver, mais consumidores e mercados abrangerá. Essa é a experiência comprovada, tão necessária para que os clientes conheçam a marca e queiram adquirir seus produtos e serviços.

Padronização técnica

A organização de processos por meio de manuais é fundamental para garantir uma boa gestão e alcançar os resultados esperados. Esses documentos devem ser oferecidos ao franqueado, bem como supervisão da marca, serviços de orientação, treinamento, layout e padrões arquitetônicos, entre outros aspectos.

Todos esses elementos garantem uma verdadeira padronização e permitem que você, como franqueado, cumpra os requisitos exigidos pela franqueadora. É o caso, por exemplo, de uma franquia de cursos e idiomas. Ela deve oferecer os materiais e repassar o método de ensino para garantir que todas as unidades ofereçam a mesma qualidade.

Difusão assegurada

Esse critério remete aos treinamentos prático e teórico. Tanto o empreendedor quanto seus colaboradores devem passar pela capacitação, a fim de garantir que a operação funcione da melhor forma possível.

Perceba que esse treinamento deve contar com o apoio dos manuais de padronização. A partir deles — os quais devem contemplar desde as vendas até as questões financeiras —, é possível evitar erros. Além disso, as informações de gestão de recursos humanos ajudarão a contratar os melhores profissionais e fornecer a capacitação necessária.

Considere ainda que a Lei de Franquias detalha o treinamento como uma obrigação da marca. A legislação determina também que a duração, os custos e o conteúdo que será repassado devem ser especificados.

Formalização expressa

Esse requisito é assegurado pelo contrato e pela COF. Esses documentos sempre devem ser escritos e assinados para serem efetivamente formalizados. Também deve haver uma minuta que garanta a relação estabelecida entre franqueador e franqueado.

Lembre-se de que, apesar do contrato, sua unidade e a marca são pessoas jurídicas distintas. Portanto, a gestão e as responsabilidades jurídicas são independentes. Ainda assim, você deve cumprir o que estiver estabelecido nos documentos de formalização assinados.

Rentabilidade verificada

Esse é outro critério bastante importante, porque se refere aos lucros. O potencial de retorno está especificado no contrato e na COF. Você também deve saber qual é o investimento necessário e o ponto de equilíbrio (no qual receitas e despesas são iguais).

Além disso, vale a pena pensar no retorno sobre o investimento (ROI), que indica o tempo necessário para que o valor empregado inicialmente retorne para o empreendedor. Esse cálculo também considera despesas mensais, impostos, salários, taxas pagas à franqueadora e outros custos.

Assim, é possível ter uma avaliação mais clara do andamento do seu negócio. Com isso, torna-se mais fácil tomar decisões acertadas e chegar ao sucesso, especialmente se você contar com uma marca consolidada.

Esse é o caso da Jumper! Franchising, que oferece cursos profissionalizantes e de idiomas. Entre os benefícios da franquia estão: baixo investimento, elevada lucratividade, retorno rápido e metodologia pioneira. Na prática, se você tiver apenas 150 alunos, já terá um faturamento de R$ 30 mil e um lucro de R$ 10 a R$ 15 mil por mês.

Além disso, os aspectos legais estão totalmente contemplados. O resultado é mais garantido na hora de fechar negócio e abrir sua unidade.

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Como elaborar um plano de negócios? Confira em 6 passos!

Montar o próprio negócio envolve uma série de desafios e é muito importante estar preparado para cada um deles. Algumas estratégias, como elaborar um plano de negócios, pode não só ajudar a enfrentar esses desafios, como proporcionar o crescimento sustentável da empresa.

Se você é empreendedor e ainda não fez o planejamento do seu negócio, saiba que sua empresa corre sérios riscos. Mas nunca é tarde para começar. Por isso, criamos este guia para ajudar você a elaborar um bom plano de negócios e garantir o sucesso da sua empresa no mercado. Então, aproveite e boa leitura!

Entenda por que a sua empresa precisa de um plano de negócios

Vamos começar explicando melhor o que é um plano de negócios. Ele é um documento criado para registrar todas as definições importantes que nortearão os trabalhos da empresa. Nele, devem constar todas as principais previsões de oportunidade e desafios que serão enfrentados nos próximos anos, bem como todos os custos e proventos.

Começar uma empresa sem um documento como esse é perigoso. Afinal, é preciso conhecer muito bem o cenário no qual ela estará inserida. As informações sobre os concorrentes, clientes e fornecedores são apenas algumas das peças-chave desse documento, que conta com todo um estudo e planejamento de ações para direcionar os esforços e investimentos.

Por meio dele, você poderá tomar decisões estratégicas com base em dados concretos, sem “achismos”. Além de ser uma atitude mais profissional, a margem de erro nas principais definições da empresa diminui consideravelmente. Automaticamente, as chances de sucesso aumentam e você poderá considerar até mesmo uma expansão dos negócios em algum tempo.

Aprenda como elaborar um plano de negócios em 6 passos

O plano de negócios proporciona diversos benefícios, mas é preciso fazê-lo da forma certa. Por isso, listamos um passo a passo para ajudar a orientar você nessa empreitada. Leia atentamente cada um deles e comece ainda hoje o planejamento da sua empresa. Confira!

1. Sumário executivo

O seu plano de negócios deve iniciar com um sumário executivo. Ele é um resumo de tudo o que será encontrado no documento e, apesar de estar nas primeiras páginas, é uma das últimas partes a ser feita.

É importante que ele seja bastante representativo em relação ao restante do conteúdo, pois ele é feito para que um possível investidor, por exemplo, o leia rapidamente e se interesse pelo todo.

2. Análise de mercado

Esse é o primeiro passo do plano de negócios: conhecer bem o mercado onde sua empresa está inserida. Nessa etapa estão incluídas análises internas e externas.

Assim, identifique todos os seus pontos fortes e fracos, além das oportunidades e ameaças externas. O mais importante aqui é registrar todos esses aspectos para embasar diversas outras atividades que serão realizadas a seguir.

Realize uma pesquisa de mercado, conheça seus principais concorrentes, observe como eles atuam e quais são os pontos fortes e fracos de cada um deles. Não deixe de conhecer também o seu público. Procure saber como são seus hábitos, suas preferências e qualquer informação que possa ser utilizada em sua estratégia de marketing. Faça o seu “dever de casa”.

3. Plano de marketing

Depois de conhecer o mercado, você já será capaz de elaborar o plano de marketing. Nele, você definirá qual o produto ou serviço a sua empresa oferecerá. É importante considerar que a definição do produto ou serviço deve ser feita com base nas informações de mercado identificadas na etapa anterior.

Após essa definição, devem ser estabelecidas as estratégias de marketing tanto para o lançamento quanto para a divulgação constante da empresa no mercado. É nesse momento, inclusive, que são definidos os canais de distribuição, como será a evolução do produto para os próximos anos e diversos outros detalhes que ajudam a vislumbrar o futuro da empresa.

4. Planejamento financeiro

Esse é um dos itens mais delicados do plano de negócios. Ele envolve bastante estudo e pesquisa para ser feito da forma correta. É nessa etapa que se identifica e comprova a viabilidade financeira da empresa. Para isso, as informações adquiridas na pesquisa de mercado serão muito úteis.

Nesse estágio, são feitas as principais projeções de custos e lucros para médio e longo prazos. Assim, ele mostra, do jeito mais próximo da realidade possível, como será a situação financeira da empresa ao longo dos meses e anos vindouros.

Consequentemente, é possível mostrar o ritmo de crescimento esperado e a quantidade de investimentos que serão necessários ao longo desse período de tempo.

5. Plano operacional

O plano operacional retrata a capacidade de produção da sua empresa. Nessa seção, são descritas as informações sobre equipamentos, instalações e todo tipo de recursos necessários para que a sua empresa entregue o produto ou preste o serviço ao cliente.

O ponto de atenção aqui é não deixar nada de lado. Isso pode influenciar até mesmo no planejamento financeiro e de marketing, já que podem ser necessários investimentos em equipamentos, treinamento de pessoal e até mesmo uma contratação em massa para a expansão do negócio em um determinado momento.

6. Execução do projeto

Depois de todas essas definições, sua empresa estará pronta para começar suas atividades de forma organizada e direcionada. Para seguir todas as definições do plano de negócios, é importante elaborar um plano de ação, com base nos objetivos definidos no planejamento de marketing. Determine indicadores e faça o acompanhamento constante deles.

Garanta que a sua empresa está seguindo as ações determinadas no plano de negócios para que as metas sejam alcançadas dentro do previsto. Também é importante revisá-lo periodicamente para que ele esteja sempre atualizado. Lembre-se: o mercado é dinâmico e você precisa estar atento às mudanças.

Como você pôde ver, cada etapa traz uma série de pontos relevantes que podem determinar se a sua empresa obterá ou não o sucesso desejado. E, agora que você já sabe como elaborar um plano de negócios, coloque tudo em prática e faça a sua empresa crescer.

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Guia completo para escolher e negociar o ponto comercial da sua franquia

Você já decidiu abrir a sua empresa e considerou as opções de marca dentro do franchising. Optou por esse modelo de negócio devido às facilidades que ele oferece e ao aumento das chances de sucesso. Porém, o resultado positivo depende de um fator bastante importante: o ponto comercial para franquia.

Afinal, a localização faz toda a diferença no potencial de vendas da sua unidade. E se você acha que isso é um tanto irrelevante, basta pensar um pouco. Provavelmente, você já recebeu a indicação de algum local, mas teve dificuldade para achá-lo. Ou optou por pagar mais em certo produto no estabelecimento X apenas porque era mais conveniente do que ir até a loja Y.

Essas situações são bastante corriqueiras e interferem no resultado do seu negócio. Por isso, é imprescindível saber escolher o melhor ponto comercial para atrair clientes. Para ajudá-lo nessa empreitada, criamos este guia, que abordará:

  • por que é importante escolher bem;
  • como selecionar o melhor ponto comercial;
  • o que é melhor: loja de rua ou de shopping;
  • como negociar o ponto comercial;
  • quais são os cuidados necessários antes de fechar o contrato.

Então, que tal saber mais sobre esse assunto e garantir que a sua escolha será acertada?

Ponto comercial: por que é importante escolher bem?

Você sabia que a localização da sua empresa pode ser determinante para até 50% do sucesso do empreendimento? Essa afirmação foi feita pela especialista Filomena Garcia, em entrevista à Exame. É claro que esse percentual varia conforme o setor de atuação do negócio, mas uma coisa é certa: o ponto comercial é um aspecto relevante tanto para os seus resultados quanto para a marca com a qual fechará contrato.

Por que isso acontece? A resposta passa por diferentes fatores, como você verá mais à frente. No entanto, é essencial compreender que a escolha do local deve ultrapassar a intuição e ser embasada pela razão. É assim que a administração da sua franquia colaborará para obter resultados positivos.

Nesse cenário, é preciso considerar seu modelo de franquia, potenciais clientes e vizinhos. Além disso, é necessário pensar no aluguel, nos aspectos estruturais e em todos os detalhes que ajudarão o negócio a evoluir.

O problema é que cada empresa e unidade franqueada tem suas especificidades — e elas impactam diretamente nos resultados. Por isso, essa escolha pode ser mais difícil do que parece.

Então, como selecionar o melhor local? A definição deve ser feita junto com a franqueadora. A marca geralmente presta esse suporte porque sabe da importância desse momento. Você pode fazer sugestões, mas é necessário avaliar as características do estabelecimento para saber se ele se enquadra no que é esperado pela marca.

Se todos os critérios forem condizentes, o local é aprovado. Caso contrário, negado. Isso ocorre principalmente quando:

  • a necessidade de obras equivale a 30% ou mais do valor investido;
  • o fluxo de pessoas que passam pelo local todos os dias é insuficiente;
  • o aluguel custa mais de 10% da previsão de faturamento para a unidade.

Assim, a marca garante que o franqueado cuide de seu capital de giro — valor destinado às operações diárias da empresa — e assegura que o estabelecimento estará visível para os potenciais clientes. Além disso, é analisado se as pessoas que passam pelo local têm perfil adequado aos produtos e serviços oferecidos.

Por exemplo: se você abre uma loja de roupas para surfistas em um bairro com concentração de moradores acima de 65 anos, terá mais dificuldade para vender seus produtos. Isso não significa que a loja está fadada ao fracasso, mas sim que as chances de sucesso são maiores em uma região mais descolada e frequentada por jovens.

Então, a pergunta que fica é:

Como escolher o melhor ponto comercial para sua franquia?

A resposta para esse questionamento requer a análise de vários aspectos. Os principais são os que listamos a seguir:

Perfil do público da região

A ideia, aqui, é avaliar o perfil das pessoas que frequentam as proximidades onde o estabelecimento está localizado. Esse público deve coincidir com o da marca para evitar problemas nas vendas da unidade.

É o caso de uma franqueadora que tem como alvo indivíduos pertencentes às classes A e B. Nesse exemplo, é pouco válido abrir um estabelecimento em um bairro com moradores de renda mais baixa, porque a tendência é que sejam realizados poucos negócios.

Da mesma forma, abrir um restaurante que funciona somente no almoço em uma área essencialmente residencial é pouco interessante, porque a maioria das pessoas está estudando ou trabalhando nesse horário. Assim, seria mais viável abrir a unidade próximo a uma região comercial.

Vale a pena pensar também sobre o comportamento do público-alvo. Veja se ele compra por impulso, se é morador ou apenas trabalha na região, se usa carro ou transporte público, se deixa de andar pelo local à noite por considerá-lo perigoso e por aí vai. Todos esses aspectos determinam o que é melhor.

Por exemplo: se você tem uma franquia de profissões e idiomas com funcionamento até as 22 horas, mas o bairro é conhecido por ser perigoso, a tendência é que haja uma queda de pessoas circulando no local, o que impactará as vendas realizadas. Nesse caso, é mais interessante abrir o seu negócio em uma rua mais segura e movimentada.

Visibilidade e acesso ao local

O aspecto que mais determina o sucesso do ponto comercial da franquia é a movimentação da rua em que a unidade será aberta. Porém, há outras variáveis a considerar, especialmente a visibilidade e o acesso ao estabelecimento.

A regra é que lojas de esquina estão mais em evidência que aquelas que ficam no meio da rua. Isso ocorre porque elas são mais visíveis para pedestres e motoristas que estão parados em semáforos.

Outro item importante é a iluminação da rua. Quanto mais clara for, mais destaque sua unidade franqueada terá, mesmo após escurecer. Caso seu estabelecimento esteja localizado em um shopping, o ideal é ficar próximo a escadas rolantes e praças de alimentação.

Em relação ao acesso, o ideal é ter um convênio com um estacionamento ou deixar algumas vagas em frente ao estabelecimento. Essas medidas facilitam que pessoas de carro possam ir até a sua unidade. Lembre-se também de quem usa o transporte público e tente ficar próximo a estações de metrô e pontos de ônibus.

Mais que isso, considere o trajeto que a maioria das pessoas faz. Se você abre uma padaria, por exemplo, é melhor estar no caminho de ida. Por outro lado, lojas de artigos para casa ficam mais bem posicionadas na volta, porque, assim, o cliente adquire o que precisa e já leva diretamente para sua residência.

Por fim, considere os aspectos de acessibilidade para pessoas com deficiência. Esse é um atrativo bem grande, porque nem todos os empreendedores pensam nesse quesito. Além disso, é um direito assegurado por lei — mais um ponto a favor de fazer essa adaptação.

Custo de ocupação do imóvel

A abertura de uma unidade franqueada exige que você reserve uma quantia para o capital de giro. A franqueadora já fornece uma previsão de quanto será necessário para o funcionamento dos primeiros meses. A esse valor, deve ser acrescido o custo de ocupação do imóvel.

Esse montante costuma ter um grande impacto sobre as finanças. Por isso, recomenda-se negociar com os proprietários do ponto comercial. Uma ideia é sugerir o escalonamento do aluguel para aliviar o custo da empresa nos primeiros anos, período em que a tendência é vender um pouco menos até a consolidação da unidade.

Outra dica é se informar sobre o preço do metro quadrado na região e o valor dos aluguéis de espaços concorrentes. Com essa informação em mãos, é mais fácil negociar e fornecer argumentos condizentes.

Por fim, antes de fechar negócio, certifique-se de que inexistem custos ocultos, como dívidas do imóvel com a prefeitura, IPTU atrasado ou condomínio.

Análise da concorrência

Em alguns casos, a localização próxima aos concorrentes pode ajudar. Via de regra, se eles estão naquela região é porque o público-alvo vai até lá para consumir. Porém, é preciso cuidar para que essa estratégia não surta o efeito contrário.

Para o setor de alimentação, bem como franquias de chocolates e cosméticos, o ideal é concentrar para aproveitar o público que já comparece à concorrência. Essa, inclusive, é a estratégia do Habib’s, que sempre fica perto de um McDonald’s para atrair as pessoas que desejam variar o cardápio.

Porém, é preciso ter bom senso e tomar cuidado com incompatibilidades. Por exemplo: ter uma loja de perfumes ao lado de uma peixaria é algo que, com certeza, dará errado. Nesse sentido, é preciso analisar as marcas que concorrem e as que complementam seu negócio.

Assim, os concorrentes podem ser:

  • diretos: vendem produtos ou serviços iguais e buscam a mesma fatia de público. Por exemplo: duas agências de viagens;
  • indiretos: comercializam itens similares, mas que concorrem entre si porque se substituem em algum momento. É o caso de uma agência de viagens e uma companhia aérea ou de um financiamento de veículos que pode fazer o cliente desistir de comprar determinado móvel.

Avaliar essa questão é fundamental para evitar contratempos. Também é recomendado analisar se há várias lojas funcionando no local, se elas possuem fachadas atrativas e se vendem bem, porque esse é um sinal positivo.

Infraestrutura da região

Os serviços disponibilizados no local em que você pretende abrir a sua unidade são outro ponto determinante para a escolha. É inviável escolher uma região em que a internet oferecida é ruim, porque atualmente qualquer empreendimento depende desse fator. Avalie também a oferta de energia elétrica e água, que são indispensáveis para o funcionamento da unidade.

Outro fator relevante é a segurança, tanto para os colaboradores quanto para os clientes. Por isso, evite bairros que costumam ter problemas com queda de energia e número elevado de assaltos.

Considere também os aspectos legais que devem ser verificados com a prefeitura. Identifique o zoneamento comercial e avalie se a região escolhida permite a abertura da sua franquia, assim como a emissão de alvará sanitário, ambiental e de bombeiros.

Dentro desse escopo, vale a pena se preocupar ainda com:

  • padrão de calçada;
  • possibilidade de construir 2 ou mais andares;
  • restrições de estrutura da cidade;
  • limitações para obras no imóvel devido ao contrato.

Estrutura física do imóvel

A análise da infraestrutura da região por si só é insuficiente, porque também é necessário conferir a estrutura física do imóvel. É preciso identificar a necessidade de obras e quanto se deve gastar para adaptar o bem ao layout do negócio. Se o valor for elevado, tente procurar outras alternativas.

Considere que cada franqueadora tem um projeto arquitetônico que deve ser seguido a fim de garantir uma padronização. Por outro lado, se o imóvel for muito grande e ficar com um espaço ocioso, vale a pena procurar outro menor. Caso contrário, o custo de manutenção será muito alto e poderá impactar seu orçamento.

Há também questões difíceis de serem analisadas no início, como instalação elétrica inadequada, vazamentos, entre outras situações. Por isso, é viável levar um profissional qualificado para analisar esses aspectos antes de fechar negócio.

Por fim, você pode escolher um imóvel na rua ou em um shopping. A segunda opção traz mais segurança, mas a primeira também tem suas vantagens, como você poderá ver no comparativo que fizemos a seguir.

Shopping ou loja de rua: qual a melhor opção para uma franquia?

Essa resposta também considera diversos fatores. O primeiro passo é compreender que esses dois locais representam meios de compra distintos. Veja o que caracteriza cada uma das alternativas:

Shopping

A maioria dos franqueados opta pelo shopping por diferentes fatores, sendo um dos principais a segurança. Os dados são confirmados pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), que identificaram que 35% das ocupações nesses centros comerciais são de unidades franqueadas. A informação foi divulgada pelo site O Negócio do Varejo.

Os motivos que justificam essa preferência são a visibilidade, o grande fluxo de pessoas — muitas propensas a fazer compras por impulso — e a estrutura praticamente pronta, que exige menos adequações. Além disso, há o estacionamento e uma grande diversidade de lojas.

Porém, o shopping tem um inconveniente bastante importante: o alto custo. Isso é ainda mais importante quando o centro comercial ainda é novo e se desconhece como serão seus resultados.

Loja de rua

Os pontos positivos são a liberdade maior para promover ações de marketing e a flexibilidade de horários. Além disso, os custos são mais baixos e esse tipo de franquia costuma exigir menos recursos.

Por sua vez, o estado do imóvel pode exigir uma necessidade maior de adaptação, o que tende a elevar o investimento realizado. Então, quais pontos devem ser analisados ao escolher uma loja de rua? Confira os principais:

Despesas mensais

O shopping exige o pagamento de, pelo menos, 3 despesas mensais: o aluguel e as taxas de condomínio e de promoção. O ideal é que esses valores nunca ultrapassem 15% do faturamento, para garantir a viabilidade da sua empresa. Nas lojas de rua, esse percentual costuma ser de até 10%. É importante lembrar que a locação em um centro comercial tende a custar 30% a mais.

Horário

A loja de rua traz mais liberdade nesse quesito, ao contrário do shopping, que exige o funcionamento de segunda a sábado, das 10 às 22 horas, e aos domingos das 11 horas (para a praça de alimentação) ou 14 horas (para as demais lojas) às 20 horas. Esses horários ainda demandam a contratação de mais mão de obra, o que eleva os custos de horas extras e adequação de turnos.

Faturamento

Os estabelecimentos na rua tendem a ter um faturamento mais elevado. Uma pesquisa da consultoria Deloitte e da ABF, publicada pelo Uol, aponta que 53% dos franqueadores têm receita maior em lojas de rua. Além disso, 63% das redes têm mais rentabilidade nos locais públicos.

É claro que tudo depende do seu negócio. Por exemplo: uma unidade de idiomas e cursos profissionalizantes como a da Jumper Franquias fica melhor em uma loja de rua, que traz mais acessibilidade aos alunos. No entanto, além desses aspectos, há mais dois pontos a analisar.

Como negociar o ponto comercial?

A opção por empreender é difícil, especialmente porque é preciso lidar com vários custos. Um deles é o do ponto comercial da sua franquia, gasto que pode corroer o lucro de uma empresa se você deixar de negociar com o proprietário. Talvez você nem tenha parado para pensar nisso, mas acredite: é um ponto altamente importante.

Mais do que a escolha de um local adequado e que atenda às expectativas e exigências da franqueadora, é preciso que o imóvel atenda a outras demandas necessárias. A partir delas você poderá negociar com o proprietário e tentar diminuir o valor do aluguel.

Nesse momento, os pontos fundamentais sobre os quais é preciso entrar em acordo são:

Lei de zoneamento

As prefeituras dividem as cidades em áreas e cada uma delas permite o funcionamento de determinadas atividades. A emissão do alvará depende desse zoneamento. Por isso, verifique essa questão antes de fechar o contrato para evitar problemas.

Estado de conservação do imóvel

As obras necessárias no local devem ter um certo limite. Quando elas forem referentes à adequação ao layout da marca, tudo bem. Porém, se for necessário ajustar problemas, por exemplo, na fiação elétrica, converse com o proprietário.

Veja se ele faz o ajuste ou se concede algum desconto no aluguel. Negocie também uma carência de aluguel para os períodos em obras ou nos quais a empresa estiver inoperante.

Valor do aluguel

O preço cobrado deve ser compatível com a operação a ser implementada, bem como com o faturamento e os gastos esperados. Caso esteja inviável, verifique com o proprietário a possibilidade de rever o valor, pelo menos por um tempo.

Número de pessoas que passam pela região

A quantidade de potenciais clientes na região é fundamental e também pode se tornar um ponto de negociação. Visite o local em dias e horários diferentes e argumente com o proprietário. No caso de uma loja no shopping, é possível obter algum desconto no IPTU ou taxa de condomínio, por exemplo.

Lembre-se de que esse acordo deve ser firmado em contrato, com todos os detalhes bem especificados. As lojas de rua são melhores nesse sentido, porque é mais fácil obter reduções no aluguel.

Porém, nunca feche negócios informalmente, porque isso costuma ser contra a política da franqueadora e ainda pode gerar vários problemas.

Quais são os cuidados na hora de fechar o contrato de locação?

Nesse documento, devem constar todos os detalhes do acordo firmado entre locador e locatário. Ele deve ser válido por todo o período do aluguel e evitar qualquer ação de despejo. Tenha em mente que esses são requisitos obrigatórios para abrir um negócio próprio.

Por isso, é imprescindível avaliar os seguintes aspectos:

Celebração por escrito

O contrato sempre deve ser escrito, nunca verbal. Apesar de o segundo ser válido perante a justiça brasileira, ele deixa de assegurar alguns direitos, como a possibilidade de entrar com uma ação renovatória, que é aquela que prevê a renovação do contrato por igual período e condições.

Prazo por período determinado

A validade especificada em contrato deve ser cumprida até o final, exceto nos casos em que o proprietário utilizará o local para sua utilização ou de seus familiares diretos.

Esse direito resguarda locador e locatário, já que o primeiro consegue manter seu estabelecimento no mesmo local por vários meses e o segundo evita prejuízos devido à adaptação feita no ambiente para o franqueado começar a trabalhar.

Vale a pena destacar ainda que o prazo mínimo de locação é de 5 anos. Porém, a renovação deve ser solicitada 18 meses antes para garantir sua validade. Faça isso conversando com o proprietário. Se não surtir efeito, entre com a ação.

Cumprimento obrigatório do contrato por eventual comprador

O imóvel pode ser vendido, mesmo que sua empresa ainda esteja em funcionamento. Por isso, é recomendado inserir essa cláusula, para garantir que você tenha preferência de compra em caso de venda e para assegurar a continuidade do contrato até o fim, mesmo após a troca de proprietário.

Registro na matrícula do imóvel

O contrato pode ser averbado na matrícula do imóvel, procedimento comum para empresas grandes. Apesar disso, é indicado para empreendimentos menores, porque aumenta a segurança da transação para ambos os lados.

Como você pôde perceber, o ponto comercial para franquia é um critério muito relevante para o seu sucesso e atração de compradores. Ao seguir as dicas repassadas ao longo deste post, você terá resultados muito positivos.

Então, que tal abrir sua unidade franqueada? Entre em contato com um consultor da Jumper Franquias e veja como nosso negócio pode melhorar a sua vida!