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Planejamento pessoal: saiba como fazer passo a passo!

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Em um mundo de constantes evoluções, no qual as pessoas são impelidas a fazerem cada vez mais atividades simultâneas, o planejamento pessoal se tornou uma ferramenta de sobrevivência.

O tempo gasto no trabalho, no trânsito e nos afazeres domésticos parece ocupar cada minuto das 24 horas do dia e não sobra tempo para curtir a família, os amigos e os hobbies. É muito fácil se perder em meio a tantas tarefas e obrigações. A sensação é de que o tempo e o dinheiro têm ficado cada dia mais curtos.

Não é raro também ver pessoas insatisfeitas em seus cargos que acham que mudar de carreira será a solução, mas que estão tão perdidas que não sabem sequer para qual área querem migrar.

De acordo com a Revista Melhor, a satisfação no trabalho foi apontada como a principal definição de sucesso por profissionais de diversos setores. Portanto, as pessoas que não estão satisfeitas em suas profissões sofrem com isso e não têm condições de terem uma vida plena.

Para evitar todas essas frustrações, tanto no nível pessoal quanto no nível profissional, e as consequências que elas podem causar (por exemplo, doenças graves, como a depressão, a síndrome do pânico e os transtornos de ansiedade), preparamos um passo a passo para você seguir e colocar o seu planejamento pessoal em prática o quanto antes. Vamos lá?

Afinal, o que é um planejamento pessoal?

Qualquer empresa bem-estruturada elabora, segue e monitora seu planejamento estratégico. É ele que define as diretrizes a serem seguidas para que a organização alcance seus objetivos de mercado.

Assim como nas empresas, a vida de cada pessoa também pode ser planejada. O planejamento pessoal, ou planejamento estratégico pessoal, é um plano estruturado de ações e controles que visam a guiar a pessoa na tomada de decisões e na execução das atividades do dia a dia, com foco nas metas estabelecidas.

Em outras palavras, o planejamento pessoal é uma ferramenta para ajudá-lo a se organizar a fim de conseguir fazer tudo aquilo que você gostaria de fazer além das suas obrigações, otimizando seu tempo e seu dinheiro.

Por meio desse planejamento, também é possível definir a carreira profissional que você deve seguir e como se preparar para desenvolvê-la, caso ainda não esteja atuando na área dos seus sonhos.

Por que devo fazer um planejamento pessoal?

A resposta para essa pergunta é muito simples: para assumir o controle sobre a sua vida.

A partir do momento em que você elabora um planejamento pessoal e começa a segui-lo, assume o controle total da sua vida.

Por mais que imprevistos sempre aconteçam, ter um planejamento permitirá que você tenha artifícios sempre à mão para contornar os empecilhos que forem surgindo.

Imagine que você é um representante comercial que passa o dia visitando clientes e que passou um ano inteiro juntando dinheiro para fazer uma viagem nas férias. Faltando um mês para a tão sonhada viagem, o seu carro estraga. De onde você imagina que virá o dinheiro para o conserto do veículo? Exatamente! Da reserva para a viagem.

Se você tivesse um planejamento pessoal bem-estruturado, essa situação poderia ter sido diferente de, no mínimo, duas formas. A primeira, e mais provável, é que o carro não teria estragado, pois as manutenções preventivas estariam em dia. A segunda é que, mesmo que o automóvel estragasse, você teria uma reserva específica para isso, além de contar com a cobertura do seguro.

Problemas todo mundo tem — o difícil é ter as soluções. O planejamento pessoal deixa o caminho pronto para que as soluções sejam encontradas de forma mais fácil, prática e sem afetar os planos do futuro.

 

Quais são as etapas do planejamento pessoal?

Nas seções anteriores, explicamos o que é o planejamento pessoal e por que você deve ter um. Agora, vamos detalhar o passo a passo para você elaborar o seu próprio planejamento estratégico pessoal e conseguir realizar, de uma vez por todas, aquele sonho que ficou engavetado. Preparado?

Passo 1: entenda mais sobre você

Para começar o planejamento pessoal, a primeira coisa a ser feita é conhecer melhor a si mesmo. O planejamento é o desenho do caminho ideal a ser seguido, e todo caminho tem um início. Ao conhecer melhor a si próprio, você está definindo o ponto de partida da sua caminhada rumo aos seus objetivos.

O conhecimento pessoal envolve questões internas e externas. Afinal, além de indivíduos, somos produtos do meio em que vivemos. Logo, é preciso analisar questões pessoais e internas, bem como a influência de questões externas sobre as nossas vidas.

Para ajudar a entender melhor, e de forma mais abrangente, a si mesmo, a ferramenta mais indicada é a análise SWOT.

O nome dessa ferramenta vem da sigla em inglês para forças (Strengths), fraquezas (Weaknesses), oportunidades (Opportunities) e ameaças (Threats). Vamos detalhar melhor cada um desses pontos nos tópicos a seguir.

Forças

As forças fazem parte da análise de questões internas de cada pessoa. Elas são suas principais qualidades, ou seja, aquilo em que você é realmente bom.

Identificar as forças é importante para ajudar a definir quais serão os caminhos mais fáceis a serem seguidos. Elas serão as grandes aliadas do planejamento estratégico pessoal.

Se você ainda não definiu sua carreira profissional, conhecer as suas forças é fundamental para encontrar sua profissão ideal.

Para o planejamento estratégico pessoal, é indispensável que todas as forças sejam listadas, por mais aleatórias que sejam. Mesmo que elas não pareçam servir de nada, você pode acabar descobrindo uma aptidão para a qual não tinha atentado e alcançar o sucesso seguindo esse caminho.

Portanto, liste tudo sem preconceitos. Não tenha medo ou vergonha de ser bom em alguma coisa. Se você é bom em algo, precisa valorizar isso.

Fraquezas

Assim como as forças, as fraquezas fazem parte da análise interna do planejamento pessoal. Porém, ao contrário da primeira, as fraquezas são seus pontos fracos. Aquilo para o qual você “não leva jeito”.

Conhecê-las bem é imprescindível para saber quais caminhos não seguir de forma alguma, bem como para identificar quais dessas fraquezas valem a pena serem tratadas para que se tornem forças.

Para os rumos profissionais, o conhecimento das próprias fraquezas ajuda a definir as áreas com as quais você não deve flertar, pois terá grandes chances de sofrer alguma frustração.

Não tenha medo de listar suas fraquezas — isso não fará com que você pareça mais fraco. Pelo contrário, ao conhecê-las e admiti-las, você se torna mais forte e mais capaz de direcionar melhor a sua vida.

Oportunidades

Aqui, começamos as análise externas. As oportunidades são todos os aspectos que apresentam um potencial positivo para a sua vida. Em suma, são coisas que você acha interessante e que lhe farão bem.

As oportunidades nos mostram alguns rumos que podem ser tomados. Vêm daqui a definição dos objetivos e, posteriormente, as metas a serem alcançadas.

Quanto aos rumos profissionais, as oportunidades sugerem as áreas de atuação mais propensas para você. Inclusive, é recomendado listar algumas atividades profissionais que você se vê realizando no futuro, seja ele próximo, seja ele mais distante.

Uma boa dica é listar suas oportunidade com base em suas forças. Por exemplo, se uma força sua é saber desenhar, então, suas oportunidades podem ser trabalhar como grafiteiro, tatuador ou ilustrador. E isso vale para profissão e para hobby.

Faça a si mesmo a seguinte pergunta: “se eu sou bom em [força], então, posso fazer [oportunidade]?”.

No campo profissional, o post Trabalho, carreira e profissão: qual a diferença? pode ajudá-lo.

Ameaças

O último quesito de análise são as ameaças. Elas representam as ações externas que podem prejudicar a sua vida e o atingimento de seus objetivos.

O conhecimento das ameaças permite que você saiba quais cuidados deve tomar ao longo do caminho. São essas informações que permitem que você consiga transformar imprevistos em pequenos percalços.

Lembra do exemplo do representante comercial? Uma das ameaças mais importantes que ele tem são os problemas com o carro. Sabendo que, caso o veículo apresente problemas, ele será bastante prejudicado, agirá preventivamente a fim de evitar que o carro estrague e ele perca dias de trabalho.

De uma forma generalizada, para cada ameaça, é preciso pensar em um “plano B”. Caso ela aconteça e crie algum problema, você já tem uma solução mais adequada pronta, de forma que seus planos não sofrerão muitos danos.

Passo 2: defina sua missão e seus valores

Uma das coisas mais ignoradas pelas pessoas que não fazem um planejamento estratégico pessoal é a missão. Ela representa a sua razão de existir no mundo.

Para algumas pessoas, o termo pode parecer, de certa forma, um pouco lúdico, mas ele é de suma importância para a definição do planejamento.

A missão é o que determina o grande objetivo da sua vida. É o maior de todos os motivos que regem a sua existência. É ela que dará o norte para a definição de seus objetivos pessoais e profissionais.

Uma missão bem formulada precisa responder às seguintes perguntas: o que eu quero ser; como eu farei para sê-lo e; por que eu quero fazê-lo. Entenda com um exemplo a seguir:

“Ser um influenciador de destaque da preservação do meio ambiente por meio das minhas ações e de exemplos para contribuir para um futuro melhor.”

Já os valores são um conjunto de características que vão determinar a forma como você vai enfrentar todas as questões que surgirem ao longo da vida.

Eles estão muito ligados à cultura e aos costumes pessoais e envolvem as crenças (religiosas ou não), a criação recebida da família e a forma como convive em sociedade.

Os valores determinam os limites aceitáveis e inaceitáveis de cada pessoa e são a base de todas as decisões. Tomar decisões que não estão de acordo com seus valores traz grandes incômodos e insatisfação. Conhecer e definir quais serão os valores que nortearão a sua vida ajudarão a trazer mais paz e tranquilidade para a sua consciência.

Alguns exemplos de valores são:

  • ética;
  • responsabilidade;
  • honestidade;
  • respeito;
  • empatia;
  • justiça;
  • amor ao próximo.

Passo 3: saiba quem são as pessoas que estão ao seu redor

O ser humano é um ser social. Isso significa que ele precisa de outros seres humanos para viver bem. Não estamos falando que precisamos ser totalmente dependentes das pessoas para sobreviver, mas que precisamos delas para vivermos bem e sermos felizes de uma forma mais concreta e duradoura.

Nas relações pessoais, temos os amigos, os parentes e os vizinhos. Nas profissionais, temos os colegas de trabalho, os clientes e os fornecedores.

É muito importante que essas pessoas sejam relacionadas e identificadas quanto a seus pontos de atenção. Existirão as pessoas com as quais você sabe que poderá contar caso precise de algum tipo de ajuda e existirão aquelas com as quais é melhor ter bastante cuidado.

Outro ponto relevante nessa etapa do planejamento estratégico pessoal é a escolha das suas referências. Se você conseguir um mentor, melhor ainda.

Ter alguém mais experiente na área que você escolheu seguir profissionalmente ou, até mesmo, um coach pessoal orientando-o vai potencializar o sucesso de seu planejamento.

Mas lembre-se de que essas pessoas não têm as respostas para todos os seus problemas. Elas apenas o ajudam a enxergar melhor o cenário com base na experiência que têm para que você possa tomar suas decisões e escolher o seu caminho.

Passo 4: estabeleça seus objetivos e metas

Os 3 passos anteriores são a preparação necessária para a definição dos objetivos e das metas pessoais. Um grande erro cometido por quem não faz um planejamento estratégico pessoal completo é criar objetivos aleatórios, com metas inalcançáveis, e acabar fracassando e frustrando-se.

Os objetivos devem ser traçados com base, primeiramente, na sua missão de vida. É por meio do atingimento deles que sua missão será cumprida, por isso, é tão importante que eles tenham essa ligação.

Para cada objetivo, é essencial que seja atribuída uma meta. A meta é a definição do que será feito para que o objetivo seja alcançado e o estabelecimento do prazo.

Uma estratégia que facilita a definição e a organização dos objetivos e das metas é a montagem de uma planilha. Nessa planilha, você pode separar os objetivos por áreas, como saúde e lazer, desenvolvimento pessoal, profissão e carreira, finanças e família.

As metas devem ser divididas entre curto, médio e longo prazo. As de curto prazo devem ser cumpridas em, no máximo, 12 meses. Já as metas de médio prazo, em geral, serão cumpridas entre 12 e 24 meses. Por fim, aquelas de longo prazo são as que levarão mais de 24 meses para serem cumpridas.

É muito importante levar em consideração a análise SWOT para estabelecer as metas, assim, é possível deixá-las mais factíveis, mas mantendo-as desafiadoras.

Por exemplo, se um objetivo seu é se tornar músico profissional, uma meta de curto prazo pode ser aprender a tocar um instrumento em até 12 meses. Uma meta de médio prazo, no entanto, poderia ser obter 3 certificados de cursos relacionados à música nos próximos 24 meses. Por último, uma meta de longo prazo poderia ser começar a atuar como músico profissionalmente no prazo de 36 meses.

Passo 5: defina e monitore indicadores

De nada adianta ter todo o trabalho de fazer um planejamento pessoal seguindo os 4 passos anteriores se você não fizer o acompanhamento constante de cada meta. Para isso, é indispensável que cada uma tenha seus indicadores.

Os indicadores são os parâmetros estabelecidos para medir o andamento de cada meta. Ou seja, são eles que dirão se ela será ou não cumprida com relação tanto ao prazo quanto ao que foi proposto.

Ter e acompanhar os indicadores também são formas de detalhar melhor cada meta, facilitando o seu cumprimento.

No exemplo do músico profissional, para a meta de aprender a tocar um instrumento, um dos indicadores poderia ser a quantidade de aulas realizadas por semana ou a quantidade de músicas aprendidas por mês.

Os indicadores precisam ter os prazos e os entregáveis bem-definidos para que haja evolução. E essas definições podem ser revistas a todo momento, de acordo com a necessidade identificada. Mas muito cuidado para não fazer modificações apenas para facilitar o cumprimento das metas, já que isso pode prejudicar a evolução do objetivo e, até mesmo, dificultar o seu atingimento.

Uma dica para facilitar o monitoramento dos indicadores é criar uma rotina de verificação. Você pode fazer uma espécie de “balanço” das metas semanalmente. Algumas, principalmente as de curto prazo, precisam de um acompanhamento mais minucioso e frequente.

Mas, em geral, ter uma conferência semanal, uma quinzenal e outra mensal é suficiente para verificar a situação de cada meta e ver se será preciso dar mais atenção a alguma delas ou, até mesmo, fazer ajustes para garantir que o objetivo final seja alcançado.

Passo 6: ordene suas finanças

A organização financeira faz parte de qualquer planejamento. Praticamente todos os objetivos que você traçar para a sua vida passarão, em algum momento, por uma avaliação orçamentária. Gostando ou não, vivemos em uma sociedade na qual o dinheiro é necessário.

É imprescindível ter o conhecimento sobre seu patrimônio, seus proventos e, principalmente, sobre seus gastos.

Para auxiliar no registro de todas a informações importantes sobre suas finanças e no acompanhamento diário dos gastos, o ideal é que você crie uma planilha ou faça o uso de algum aplicativo de gestão financeira.

Não se esqueça de anotar seu patrimônio e os financiamentos e as prestações, caso tenha. Um descuido muito comum das pessoas que não têm o controle sobre as suas finanças é esquecer de contar com o parcelamento de alguma compra ao calcular os gastos do mês.

Ao conhecer melhor o que você possui de bens e dívidas e o quanto recebe e gasta por mês, você estará apto a fazer os ajustes orçamentários necessários para conquistar as suas metas.

Dedique um tempo maior no começo para anotar todos os gastos do dia, até aqueles mínimos. Após aproximadamente uma semana, faça as contas de quanto você gastou e observe se houve muitos gastos desnecessários, que poderão ser cortados para sobrar mais verba para o que é mais importante de acordo com as metas traçadas.

Inclua em seu planejamento a economia de uma parte para cobrir os imprevistos, além das reservas específicas de cada objetivo (como viagens, cursos, aquisição de bens, etc.).

Passo 7: organize seu tempo

A cada dia, todas as pessoas do mundo todo têm exatamente as mesmas 24 horas para realizar suas tarefas. Se esse tempo é muito ou pouco, dependerá de como cada um faz uso de suas preciosas horas.

Nessas 24 horas, é preciso conciliar trabalho e família e ainda encaixar as atividades de crescimento pessoal e de lazer. Por isso, é importante organizar as tarefas do dia para que o tempo seja mais bem aproveitado.

Usar uma parte do seu tempo planejando como o restante dele será usado poupará esforços desnecessários. Assim, ele será otimizado e as metas se desenvolverão em um ritmo melhor.

Suas metas e indicadores devem ser os norteadores para a definição de uma agenda semanal e mensal de atividades. Considere também questões internas e externas ao estipular os melhores dias e horários de cada tarefa.

Cada pessoa produz melhor em um determinado horário. Existem ainda algumas atividades que têm dia e horário específicos e não podem ser remanejadas.

Sempre que houver deslocamentos, combine as tarefas de forma a passar o menor tempo possível no trânsito. A não ser que você utilize apenas o transporte público, no qual pode aproveitar para ler um livro ou assistir a alguma vídeo-aula, o tempo gasto no trânsito dificilmente pode ser aproveitado para outra atividade.

Nunca monte uma agenda sem folgas. Assim como na parte de finanças, os imprevistos também afetam a gestão de tempo. Se a sua agenda está muito “apertada”, você corre o risco de não conseguir cumprir com algum compromisso caso algo inesperado aconteça. Tenha sempre um tempinho de folga entre as atividades para garantir que tudo seja cumprido no tempo estimado.

Como vimos, planejar é a melhor escolha para conseguir realizar todos os sonhos que você tem na vida. É um tanto trabalhoso e exige dedicação, mas os resultados compensam todo o esforço.

Agora que você aprendeu o passo a passo de como fazer o seu planejamento pessoal, confira também nosso artigo com 7 dicas sobre como organizar o tempo no dia a dia.

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