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Empreendendo: devo abrir uma franquia ou negócio próprio?

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Empreender é uma jornada fascinante de novas descobertas sobre si e sobre o mundo. É uma atividade que pode trazer mais riqueza, liberdade e sentido para sua vida, mas sempre envolve alguns riscos.

Por isso, diminuir o grau de incerteza sobre onde investir os recursos de acordo com o seu perfil é, sem dúvida, um dos fatores que determina o sucesso da sua empreitada. A franquia, por exemplo, costuma ser a opção dos mais cautelosos, ao passo que abrir um negócio próprio é a alternativa preferida pelos mais audaciosos.

Franquia ou negócio próprio? Confira este post, pois aqui você verá dicas cruciais para fazer uma avaliação certeira sobre qual é o caminho mais seguro.

Boa leitura!

Similaridades entre franquias e negócios próprios

Independentemente da modalidade do negócio, você terá que lidar com questões inerentes ao empreendedorismo. Por isso, antes de mergulhar nas particularidades de cada uma das opções de negócio, o ideal é saber o que elas têm em comum — como administração, departamento financeiro e atendimento ao cliente.

Tanto em uma franquia como em um negócio próprio, você terá que lidar com a administração da empresa. No início, não é recomendado delegar essa responsabilidade a um gestor: faça você mesmo caso queira garantir que o negócio caminhe na direção desejada. Como diz o ditado, “é o olho do dono que engorda o gado”.

Paralelamente à administração, em ambas modalidades de negócios você precisará ter um departamento financeiro. Prepare-se para isso, pois este é um setor estratégico: por meio dele você cuidará do fluxo de caixa, da gestão de contas, dos empregados, da contabilidade, do balanço patrimonial e de vários outros aspectos do negócio.

Essas são atribuições básicas que podem variar de acordo com o porte da empresa. Por fim, você também deverá atender — muito bem — o seu cliente. O setor de atendimento ao cliente é fundamental em qualquer modelo de empresa e segmento do mercado, pois é a satisfação do seu consumidor que garante o sucesso do seu negócio.

Agora que vimos os principais aspectos de um negócio, seja franquia ou próprio, vejamos as particularidades que cada modalidade possui.

Características de uma franquia

O mercado de franquia no Brasil faturou cerca de R$ 151 bilhões em 2016, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF). O faturamento representa um crescimento de 8,3%, se comparado com o registrado em 2015.

São mais de 3 mil marcas em operação com 142.593 unidades. Os dados mostram a solidez desse segmento mesmo em um dos piores anos da crise econômica nacional. A franquia continua sendo, portanto, um investimento seguro para os brasileiros.

As principais particularidades dessa modalidade de negócio são as taxas e a transferência de know-how por meio de diretrizes de instalação, operação e gestão de um modelo de negócio validado no mercado. A seguir nós veremos cada um desses aspectos.

Acompanhe!

Taxas

A taxa de franquia é um valor fixo inicial pago em troca do direito de uso da marca e da exploração comercial do serviço em uma determinada unidade ou região. A taxa varia de acordo com o valor que a marca tem no mercado e o potencial de negócio que ela representa para os franqueados.

Normalmente, essa taxa não ultrapassa 20% dos custos do investimento inicial. Isso significa que a taxa deve ser levada em conta no momento de calcular o Retorno sobre o Investimento (ROI) para determinar se esse é ou não um bom negócio.

Após a compra do direito de uso da marca, o franqueado ainda deve pagar a taxa de royalties, que pode ser cobrada de três formas: porcentagem do faturamento, valor fixo ou um híbrido dos dois tipos.

Na maioria dos casos, a taxa de royalties é cobrada mensalmente por uma porcentagem sobre o faturamento. Ela costuma variar entre 1% a 5%. Além desse modelo, existem algumas franqueadoras cujas taxas de royalties são cobradas com um valor fixo mensal. É o caso mais raro e o valor depende da previsão de lucro da empresa.

Por último, existe o modelo de taxa de royalties híbrido. Nesse caso, a franqueadora estipula tanto um valor mínimo quanto uma porcentagem. Então, ao final do mês, cobra-se o que for maior.

Algumas franquias também cobram uma taxa de publicidade. Nesse caso, o franqueado foca na administração de sua franquia, enquanto a empresa franqueadora cuida da divulgação nacional ou global da marca.

É importante saber que a Lei de Franquia Brasileira (Lei 8.955/94) exige que, na circular de oferta, a empresa franqueadora informe de forma clara e objetiva os valores e as condições das taxas a serem cobradas.

Conforme determina o art. 3º, inciso VIII: “informações claras quanto a taxas periódicas e outros valores a serem pagos pelo franqueado ao franqueador ou a terceiros por este indicados, detalhando as respectivas bases de cálculo e o que as mesmas remuneram ou o fim a que se destinam, indicando, especificamente, o seguinte:

a) remuneração periódica pelo uso do sistema, da marca ou em troca dos serviços efetivamente prestados pelo franqueador ao franqueado (royalties);

b) aluguel de equipamentos ou ponto comercial;

c) taxa de publicidade ou semelhante;

d) seguro mínimo; e

e) outros valores devidos ao franqueador ou a terceiros que a ele sejam ligados”.

Transferência de know-how

Diante de tantas taxas, qual o benefício da franquia? Sem dúvida, a transferência de know-how. O franqueado recebe da franqueadora uma série de diretrizes que facilitam a instalação e a operação de uma unidade, além de receber suporte para conseguir fornecedores, equipamentos, recursos humanos e até apoio jurídico.

Essas diretrizes representam, sobretudo, um know-how de um modelo de negócio comprovado no mercado por unidades em funcionamento. A existência ou a ausência de suporte, em cada um desses aspectos, pode fazer a diferença no momento de decidir-se pela franquia. Então, esteja atendo aos benefícios que a franqueadora oferece.

Outro aspecto importante é a modelo pelo qual o franqueado receberá as diretrizes de implementação e gestão. Ele pode ser passado por meio de manuais de operação, treinamentos presenciais, consultoria, entre outros.

Assim como as áreas de suporte, esse fator pode ser determinante para você. Caso não tenha experiência em gestão, busque uma franquia que ofereça um suporte mais personalizado, com cursos e consultorias presenciais.

No entanto, se deseja ter mais liberdade para tocar o seu negócio, uma franquia com menos burocracia combina mais com o seu perfil. O importante, entretanto, é que você tenha a certeza de que conhecerá o “caminho das pedras”.

Afinal, esse é o grande diferencial das franquias e permite ao empreendedor uma expansão rápida do negócio em um terreno de baixo risco — já que antes mesmo de investir na franquia é possível fazer uma previsão de custos e de vendas com um alto grau de precisão.

Características de um negócio próprio

Segundo o Sebrae, as pequenas e médias empresas representam 27% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. No entanto, os desafios para manter um negócio de pequeno e médio porte no Brasil são muitos e, para lidar com eles, o empreendedor precisa de conhecimento, perseverança e flexibilidade.

Se você for um empreendedor com perfil mais ousado, que gosta de correr riscos em busca de grandes conquistas, então ter o próprio negócio pode ser a opção mais adequada para você. Contudo, antes de decidir, veja algumas particularidades de abrir uma empresa própria e de começar um negócio do zero.

Avaliação de mercado

Para abrir um negócio próprio é fundamental fazer uma extensa e profunda avaliação do mercado geral e dos segmentos nos quais você tem pretensão de atuar. Afinal, diferentemente da franquia, um negócio próprio possui um grau de risco muito maior devido às incertezas quanto à recepção do mercado ou à saturação do mesmo.

Ou seja, se o seu serviço for muito diferenciado, pode ser que as pessoas não gostem. Se for muito tradicional, pode ser que ninguém precise. Encontrar o ponto certo entre esses dois extremos é uma capacidade que o empreendedor deve ter.

Na prática, para realizar essa pesquisa, você terá que, no mínimo, levantar informações sobre o faturamento anual, os concorrentes diretos e indiretos e os custos inicial e operacional.

No primeiro caso, você deve checar quanto o segmento faturou nos últimos 10 anos. Dessa forma, você identificará não só o potencial atual, mas como tem sido seu crescimento nos últimos anos e, assim, poderá fazer uma previsão menos arriscada sobre o desempenho do mercado no futuro.

O estudo da concorrência, por sua vez, é importante por dois motivos: identificar se ainda existe espaço no mercado e estudar as melhores práticas dos principais players. Por um lado, você precisa mapear quem resolve os mesmos problemas que você deseja resolver.

Por outro, é preciso entender como essas empresas resolvem esses problemas. No geral, você precisará extrair desse levantamento os buracos deixados por seus concorrentes e o que eles fazem de melhor e, assim, corrigir o primeiro e copiar o segundo.

Por último, você precisará avaliar os custos inicial e operacional do seu negócio. Ou seja, quanto você gastará para tirar a ideia do papel e quais serão os gastos recorrentes para que o negócio continue funcionando. Assim, você terá uma base para fazer o cálculo do ROI.

Prever o faturamento também é importante. No entanto, diferentemente do que acontece com a franquia, essa é uma informação especulativa e, por isso, a recomendação é não dar muito crédito a ela.

O que você pode fazer é o cálculo inverso. Calcule os custos (como explicado acima) e veja quantos clientes você precisa para cobri-los. Dessa forma, você analisa os riscos pelo esforço comercial que terá para chegar no ponto de equilíbrio.

O ponto de equilíbrio — ou “break even point” — é uma conta simples que pode ser feita avaliando a relação entre os custos e a previsão de lucro no período de dois anos para identificar o mês no qual suas contas estarão zeradas.

Caso haja previsão para equilibrar suas contas nos primeiros 2 anos, avalie se você terá capital para operar no vermelho até o ponto de equilíbrio. Do contrário, o negócio é muito arriscado.

franquia ou negócio próprio

Como escolher seus sócios

Dificilmente um empresário consegue decolar sozinho. É preciso um time muito comprometido e competente para apresentar soluções para os desafios que aparecerão durante a jornada empreendedora. Inicialmente, dois ou três sócios já bastam para fazer uma empresa dar certo.

Escolha sócios que complementem suas habilidades. Essa é uma dica óbvia, mas muitas vezes negligenciada, já que é mais fácil conseguir sócios em ambientes profissionais da nossa área. Portanto, trate de circular por outros contextos profissionais e de fazer networking com pessoas que têm potencial para ser boas parceiras de negócios.

Outro caminho a ser evitado é escolher sócios entre familiares e amigos. Lembre-se de que você quer montar uma empresa e não um clube. Logo, dê prioridade às capacidades profissionais dos sócios em potencial. Afinal, a empresa pode não dar certo e você ainda pode abalar essa relação caso as coisas não saiam conforme o planejado.

Para fechar esse tópico, uma última dica importante para criar uma sociedade é fazer um Memorando de Entendimento — “Memorandum of Understanding” (MoU), em inglês. A grosso modo, o memorando é um acordo entre pessoas físicas e deixa explícito, em um documento formal, quais são os direitos e deveres dos sócios.

Ele substitui o contrato social enquanto o negócio não se constituiu como uma pessoa jurídica. Por que esse documento é importante? Por vários motivos. Um dos sócios pode morrer, desanimar ou conseguir um emprego em Nova York.

Em todos esses cenários e em vários outros, você ficará sozinho e, mesmo assim, ele poderá requerer algum direito sobre a empresa no futuro. Esse documento também é válido para deixar claros os direitos e os deveres de cada um. Isso evita que um dos sócios pense que contribui mais para a empresa e que, por isso, merece maior participação.

O término da sociedade também deve estar previsto no MOU. É comum que um dos empreendedores tenha uma oportunidade de negócio mais vantajosa e queira debandar. Até aí tudo bem. O problema é quando o desertor exige os mesmos direitos que possuía antes ou pede um valor alto demais pela sua parte.

Em suma, ter o MOU evitará dores de cabeça no futuro, pois os acordos estarão formalizados em um documento com validade legal.

Diferencial competitivo

Quando se trata de um negócio novo, é fundamental ter um diferencial competitivo para garantir o seu lugar no mercado. Sua empresa pode adotar diversas formas de se diferenciar — como o lugar, o modelo de negócio ou o processo de produção.

Sobre o lugar, seu empreendimento pode levar uma solução conhecida para uma cidade onde a solução ainda não existe — ou, ao contrário, avaliar qual solução não existe no lugar onde você deseja abrir sua empresa. Ficar atento ao que ocorre fora do Brasil também é uma ótima maneira de encontrar esse diferencial competitivo.

No caso do modelo de negócio, você pode encontrar um meio diferenciado de faturar. Por exemplo, existem serviços que cobram por meio da conta de luz e, dessa forma, diminuem o índice de inadimplência, ficando a frente de seus concorrentes.

Modelos de negócio via web ou aplicativos também estão mudando o cenário de muitos segmentos, pois oferecem comodidade para o consumidor no momento de pagar a conta.

Também pode ser que sua empresa busque se diferenciar pelo processo de produção. Tornar um serviço mais barato ou mais rápido é um diferencial muito grande no mercado. A Toyota é um exemplo disso.

Por meio do seu modelo inovador de produção, ela conseguiu diminuir os desperdícios em suas fábricas, aumentar a produtividade, e consequentemente, ter preços mais competitivos.

Por último, você pode investir na criação de uma marca diferenciada para conseguir se destacar no mercado. O resultado vem no longo prazo e, por isso, é fundamental que você dê atenção à sua marca logo no início.

É um erro pensar que pequenas e médias empresas não precisam se preocupar com suas marcas. Como esse é um assunto importante, o próximo tópico versará sobre ele.

Marca

Diferentemente do que ocorre com a franquia, em um negócio próprio você será responsável pela criação da marca e pela publicidade da sua empresa. Não se assuste: essa é uma oportunidade para que você crie uma identidade diferenciada e se diferencie em meio à concorrência.

A marca não se resume a uma logo bonita. A marca é a responsável por transmitir de forma intuitiva os valores do seu negócio. Ela representa quem sua empresa é para o mundo. É a identidade do seu negócio.

Veja um exemplo: a padaria da esquina e o Starbucks vendem café, certo? Porém, são empresas radicalmente diferentes. Uma é só uma padaria, a outra tem uma identidade.

Para construir sua marca, você precisa saber quais valores representam sua empresa e o que ela entrega para sociedade além do seu produto ou serviço. A Starbucks, por exemplo, tem como proposta de valor criar um elo afetivo com seus clientes por meio de espaços aconchegantes.

Segundo os responsáveis, eles construíram a identidade da empresa com a ideia de transformar as unidades do Starbucks no “terceiro lugar” preferido dos seus clientes depois da casa e do trabalho.

Prós e contras de cada tipo de negócio

Já vimos o que franquias e negócios próprios têm em comum e também suas particularidades. Agora vamos rever esses tópicos de forma resumida e dinâmica em listas de prós e contras. Confira:

Franquia

  • Prós
    • risco baixo: o serviço, a marca e o modelo de negócio já são validados pelo mercado por unidades em operação. Por esse motivo, é fácil fazer previsões de venda para realizar o cálculo do ROI.
    • know-how: o empreendedor começa o negócio com um suporte da franqueadora para instalar e operar a unidade.
    • marca: o empreendedor já começa o negócio com uma marca criada e conhecida no mercado.
    • fornecedores: o franqueado conta com uma rede confiável de fornecedores que garantem a qualidade do serviço prestado.
  • Contras
    • custo inicial: o empreendedor deve arcar com um custo inicial alto — já que, além dos gastos com a instalação da unidade, precisa pagar a taxa de franquia.
    • taxa de royalties: o franqueado sempre terá que repassar uma porcentagem do seu faturamento para a empresa franqueadora.

Negócio próprio

  • Prós
    • custo inicial: o custo inicial é relativamente menor, já que o empreendedor pode ajustar o negócio ao seu capital inicial.
    • independência: como o negócio é 100% dos sócios, existe maior liberdade para se adaptar às possíveis mudanças do mercado.
    • identificação: em um negócio próprio, o empreendedor pode escolher atuar no segmento que tem mais afinidade e identificação, fatores que influenciam diretamente no grau de comprometimento e perseverança no longo prazo.
    • sem taxas: o empreendedor não precisa preocupar-se com taxas no início nem pagar royalties no futuro.
  • Contras
    • risco alto: começar um negócio do zero envolve um grau de risco maior, pois requer do empreendedor mais conhecimento do mercado e capacidade de gestão para enfrentar os desafios.
    • mercado: o empreendedor precisa conhecer profundamente o mercado e o segmento em que atuará para encontrar oportunidades de negócio viáveis para seu aporte de capital.
    • know-how: o empreendedor precisa partir do zero para estruturar seus modelos de operação e gestão, e ter flexibilidade para aperfeiçoá-los frente os gargalos de produção.
    • marca: o empreendedor precisa investir tempo e dinheiro para construir uma identidade forte no mercado e, assim, ter um diferencial competitivo no mercado.

Como fazer a melhor escolha

Franquia ou negócio próprio? A escolha vai depender do seu perfil — mais cauteloso ou audacioso. No caso do cauteloso, a sua opção deve ser a franquia. Afinal, nessa modalidade de negócio você receberá uma estrutura de apoio que lhe ajudará no início e no decorrer do empreendimento.

Além disso, por ser um negócio que já existe, é mais fácil fazer uma previsão do retorno do seu investimento e em quanto tempo isso ocorrerá. A franquia é um investimento mais seguro e, por isso, mais adequado para aqueles que não estão dispostos a arriscar.

Já no caso do perfil audacioso, o negócio próprio seria mais adequado. Ele vai possibilitar mais liberdade para tomar as decisões e para adaptar-se ao mercado, caso seja preciso. Além disso, você ficará livre de taxas. O negócio próprio tem um grau de incerteza maior e, por isso, é mais adequado para empreendedores que conseguem assumir riscos.

Já escolheu qual opção é a mais adequada para seu perfil — franquia ou negócio próprio? Comente aqui embaixo e compartilhe suas ideias ou dúvidas com a gente!

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