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FUTSAC: Um esporte em expansão

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Conheça mais sobre esse projeto de grande importância

Você já ouviu falar no FUTSAC? O esporte tem chamado atenção em todo o país, e tem sido inserido em ambientes escolares e profissionais. A JUMPER! é uma apoiadora do projeto que tem forte aspecto social e ambiental.

Tudo começou quando Marcos, o idealizador do esporte, estava em Intercâmbio na Austrália em 1998. Um amigo australiano convidou-o para jogar HackySack. A bolinha era feita de crochê e era muito colorida. O brasileiro foi questionado: “no país do futebol não existe esse esporte?” Essa foi a marcante pergunta que proporcionou, mais tarde, o nascimento de um empreendimento.

Marcos ficou tão fascinado com o esporte que havia conhecido, que quando voltou ao Brasil, começou a visitar lojas de tecidos, procurando por materiais ideais para os primeiros protótipos de uma bolinha como a que havia conhecido. No início, começou a recheá-las com grãos de arroz e feijão, depois descobriu o plástico de garrafa pet reciclada e moído.

Seu pai foi a primeira pessoa que o incentivou a começar um empreendimento. Então, o jovem começou a pesquisar mais sobre o esporte, e descobriu que, na verdade, HackySack, era uma marca, e o nome oficial do esporte era Footbag, esporte inventado nos Estados Unidos em 1972.

Começou a visitar diversas costureiras na cidade para costurar as bolinhas com mais agilidade e em maior escala. Nasceu então, a Associação Curitibana de Crochê, com a sigla AC/DC, inspirada na famosa banda de rock.

Foram muitos protótipos desenvolvidos até chegar no modelo ideal. Assim como as técnicas e regras usadas no jogo foram se aprimorando com o passar do tempo.

Para Marcos foi muito gratificante poder iniciar um projeto com um viés totalmente sustentável. O recheio das bolinhas era de plástico granulado reciclado, e o plástico sempre foi um dos grandes problemas ambientais da humanidade. Percebeu também como o dinheiro do crochê ajudava no complemento do orçamento familiar daquelas mulheres. Assim, a associação juntava responsabilidade social e ambiental em um projeto só.

Começou a desenvolver o jogo, misturando vôlei e futevôlei. Desenvolveu uma quadra de 5 por 10 com uma rede de 1 metro e meio de altura, onde o objetivo é derrubar a bolinha no campo adversário. Com 3 sets de até 21 pontos corrido. Podendo ser jogado individualmente ou em duplas.

Em abril de 2007, organizou o primeiro campeonato de FUTSAC da história, onde dezesseis atletas participaram. E assim, o esporte foi crescendo. Ao longo da jornada,o FUTSAC já tinha federação paranaense, catarinense e gaúcha. E mais tarde, a confederação brasileira.

Em 2014 oficializaram a modalidade em uma cerimônia na praça Oswaldo Cruz, onde o esporte foi reconhecido pelo Ministério do Esporte como o primeiro da história a ser criado no estado do Paraná. Dois anos depois, conseguiram aprovar a lei municipal e estadual do FUTSAC, tornando assim a modalidade oficialmente criada em Curitiba.

O esporte entrou na matriz curricular de educação física das escolas municipais no Brasil todo. Um detalhe muito bacana, é que o FUTSAC se revelou uma ferramenta de desenvolvimento motor infantil, o que é de suma importância, já que nessa fase as crianças estão desenvolvendo a coordenação motora. Além disso, ajuda no tratamento de crianças com síndrome de down. Por ser essa excelente fonte de benefícios para a saúde, foi inserido em secretarias do idoso, presídios e empresas, como ginástica laboral.

Marcos teve a ideia de nomear os movimentos do FUTSAC. Cada passe, chute ou cabeçada seria batizado com o nome de um determinado animal. E assim, nasceram: Patada do Leão, Borboleta, Ataque Tubarão, Escorpião, Mergulho do Golfinho, Peito de Pomba, Chute do Canguru, Coice da Mula, Pata do Coelho, Mariposa, Chicote do Lagarto, Passe da Coruja, Bote da Cobra, Ombro do Gorila, Tartaruga e o Ataque Muay Thai em homenagem ao mestre Rudimar, que foi um dos responsáveis por formar uma grande safra de lutadores curitibanos que fizeram sucesso mundialmente nos campeonatos de artes marciais mistas, o popular MMA, e em outros grandes torneios.

Com o sucesso do esporte, Marcos lançou um livro chamado “Como inventei um esporte no fundo do quintal”, prefaciado pelo nadador olímpico Fernando Scherer. Na obra ele conta toda a história do esporte e a sua jornada de empreendedorismo.

Hoje em dia, já aconteceram mais de 100 campeonatos em todo o país, e a bolinha já até virou suvenir oficial da cidade. Um verdadeiro projeto de sucesso, que a JUMPER! tem orgulho em apoiar.

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